O projeto de concessão e duplicação da RSC 287 foi tema de audiência pública na segunda-feira, em Santa Maria. Participaram empresários, prefeitos, vereadores e representantes de entidades das regiões Central e Vale do Rio Pardo, que apresentaram sugestões sobre o assunto. O encontro, promovido pelo governo do Estado, integra as etapas do programa RS Parcerias. O trecho abrange 204 quilômetros entre Tabaí e Santa Maria, com investimento privado projetado de R$ 2,2 bilhões durante 30 anos. O projeto prevê a duplicação dos trajetos urbanos em cinco anos e a obra em toda a rodovia em 11 anos.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Santa Maria, Rodrigo Décimo, defendeu o aumento de velocidade de 80 km/h para 110 km/h ao longo da via e o aumento da duplicação em mais 9 quilômetros, incluindo assim a faixa nova, que dá acesso à UFSM. Já o presidente da Associação Comercial, Industrial de Santa Cruz do Sul, Lucas Rubinger, defendeu que o projeto apresentado para duplicação não seja modificado, a fim de não ocorrer o risco de voltar para a gaveta.
O prefeito de Nova Palma e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável, André Rossato, sugeriu que a praça de pedágio não seja construída na localidade de Santuário, como previsto. Segundo ele, no local circularam moradores dos nove municípios da Quarta Colônia Italiana, que teriam custo alto com a tarifa. Após a etapa de consultas públicas, o governo analisará a viabilidade técnica e financeira das sugestões e submeterá o projeto aos órgãos de controle. O edital da licitação deve ser lançado até setembro, e a concessão tem previsão de início em 2020.