Cachoeirinha assina convênio para abrigar mulheres vítimas de violência doméstica
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Cachoeirinha assina convênio para abrigar mulheres vítimas de violência doméstica

Mulheres e seus filhos poderão permanecer por até 6 meses no local

Por
Fernanda Bassôa

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A partir desta sexta-feira, a Prefeitura de Cachoeirinha passa a contar com o serviço de abrigamento para mulheres vítimas de violência doméstica. O serviço, que será oferecido pela Fundação La Salle, em cidade e endereços sigilosos, propõe prestar assistência e atendimento individualizado as vítimas da violência e seus filhos, que estejam em situação de risco de morte ou de ameaças. O prefeito Miki Breier disse que a necessidade de um local adequado é uma demanda antiga. “Temos discutido isso não apenas em âmbito municipal, mas também em assembleias da Grampa. É extremamente importante tirar essa vítima do convívio com o agressor”, disse Breier, que também preside a Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Grampal). “O objetivo é coibir o processo de violência, que é mais comum do que imaginamos. A intenção é acolher e propor o resgate da autoestima, da reorganização da vida. Isso vai se dar em um trabalho integrado com os outros órgãos de segurança, além de outros setores da rede como a assistência social.”

O Centro Regional de Abrigamento das Mulheres em Situação de Risco e de Violência (CRAM) possui capacidade para abrigar 40 mulheres e dispõe de dormitórios com banheiro, refeitório, biblioteca, salas de aula, capela e áreas de lazer. A prestação do serviço se dá através de convênio, assinado na manhã desta sexta-feira com a Prefeitura de Cachoeirinha, e cada vaga custa R$ 3,5 mil/mensais. O tempo máximo de permanência no local é de até seis meses e os encaminhamentos serão feitos por orientação de assistência social do Município ou medidas protetivas do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O CRAM funciona 24 horas durante sete dias da semana, inclusive nos feriados. O prazo de vigência do contrato de prestação de serviços será de 12 meses. De acordo com a Fundação La Salle, durante o contrato fica assegurado o atendimento especializado por um quadro de profissionais que integram a assistência social, assistência médica, psicólogos, assistência jurídica, além de alimentação e acompanhamento (complementação) pedagógico para as crianças que temporariamente estejam afastadas de seus lares e escolas. Outras cidades da região metropolitana também já aderiram ao mesmo convênio.


O coordenador de projetos da Fundação La Salle, Edimilson Tresoldi, diz que além de Cachoeirinha, outras cidades da região metropolitana também já aderiram ao mesmo convênio. “São Pedro de Alcântara, Alvorada e Sapucaia do Sul já assinaram convênio conosco. Há municípios que estão em fase final de trâmites burocráticos e que também devem ser beneficiados com o serviço, como São Leopoldo, capão da Canoa, Porto alegre, Novo Hamburgo, Campo Bom e Nova Santa Rita.”