Chapecó desativa leitos do Centro Avançado de Atendimento Covid-19

Chapecó desativa leitos do Centro Avançado de Atendimento Covid-19

Com redução do número de internados, estrutura é colocada à disposição para atender pacientes de outros municípios

Agostinho Piovesan

Anuncio da desativação dos leitos foi realizado por meio de live

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Diante da redução significativa do número de pacientes afetados pelo Covid-19, além de altas de pacientes em Chapecó, o prefeito João Rodrigues anunciou a desativação de 40 leitos da Enfermaria 2, do Centro Avançado de Atendimento Covid-19 (CAAC), localizada no Centro de Eventos. O anúncio foi feito durante live na noite desta quarta-feira. “Se o Estado de Santa Catarina quiser usar essa estrutura para atender o resto do Brasil ou Santa Catarina, com muito gosto que nós entregaremos o equipamento para atender os brasileiros e catarinenses”, disse João Rodrigues.

Segundo Rodrigues, o motivo da desativação foram as quase 100 altas e cerca de 80 transferências de pacientes que foram atendidos na estrutura montada há pouco mais de um mês, no Centro de Cultura e Eventos. “Passada essa fase, agora nós encerramos as atividades nesta unidade com 40 leitos, bem como na primeira enfermaria com 35 leitos”, afirmou.

O prefeito festejou a redução do número de internados e adiantou que nenhum equipamento sairá do Centro de Eventos e o local continuará com manutenção e limpeza. Caso Chapecó viva um novo surto da Covid-19, a estrutura estará pronta para ser utilizada novamente. "Nós vamos passar a chave, mas nada sairá daqui de dentro, nem uma cama, nem um travesseiro e tudo ficará guardado como está, tendo manutenção, tendo faxina diariamente”, detalhou.

O CAAC, que foi montado no Centro de Eventos de Chapecó, chegou a ter 65 pacientes na Enfermaria e 20 na UTI. A estrutura começou a receber pacientes no dia 24 de fevereiro, num momento em que o Hospital Regional do Oeste (HRO) estava lotado, a UPA igualmente com ocupação máxima.

Rodrigues disse que, na oportunidade, em tempo recorde a Administração Municipal mobilizou as forças governamentais, institucionais e sociais, para montar 95 leitos de atendimento. “Infelizmente, mesmo com todo esse esforço, 19 vidas pereceram, mas o alento é que mais de 100 foram salvas e cada alta era comemorada como uma vitória pelos profissionais que trabalharam no CAAC”, afirmou o prefeito Rodrigues.

 

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