Com abraço coletivo, hospitais da Região Metropolitana realizam atos contra corte de recursos

Com abraço coletivo, hospitais da Região Metropolitana realizam atos contra corte de recursos

Mobilização ocorreu em algumas cidades da Região Metropolitana nesta quinta-feira

Fernanda Bassôa

Ato teve apoio da administração municipal e do prefeito Jairo Jorge

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Contrários à implementação do Programa Assistir, anunciado pelo Governo do Estado, e contra o corte de recursos destinados aos hospitais públicos, parlamentares, servidores públicos, profissionais da saúde e comunidade em geral participaram de atos simultâneos nas cidades da Região Metropolitana, nesta quinta-feira, por meio de um abraço simbólico nas instituições de saúde. 

Em Canoas, o abraço aconteceu no Hospital de Pronto Socorro (HPS), ao meio-dia. O ato teve apoio da administração municipal e do prefeito Jairo Jorge – que é totalmente contrário ao Programa Assistir -, tendo em vista que o Município terá um corte de mais de R$ 70 milhões por ano, verba que seria destinada aos hospitais da cidade.

Canoas sedia o segundo maior Hospital de Pronto Socorro do Estado e tem o Hospital Universitário como referência para 156 municípios do Rio Grande do Sul. Conforme a Prefeitura, diante dessa política completamente equivocada proposta pelo Estado, corre-se o risco do fechamento dos hospitais. 

Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo também realizaram atos contra o Programa do governador Eduardo Leite. A secretária de saúde de Esteio, Ana Boll, explica que o Hospital São Camilo vai perder um acumulado de R$ 20,3 milhões de participação do Estado no custeio dos serviços prestados à comunidade local. “Hoje o cofinanciamento do Estado é de R$ 2 milhões mensais. Com o programa, esse valor baixa para R$ 300 mil. Isso vai refletir na prestação e no volume dos serviços. O Município não tem como arcar com esta diferença. É inviável”, disse Ana Boll. 

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Segundo ela, os 83 mil moradores da cidade atualmente contam com procedimentos cirúrgicos de média complexidade, atendimentos de partos de alto risco (24 horas de maternidade) e equipe completa para casos de emergência, também 24 horas. “Com a redução significativa dos recursos, estes serviços serão significativamente prejudicados. É ilógico.” Entretanto, a secretária tem a expectativa de que com diálogo e união dos Municípios essa situação possa ser revertida. 

Em São Leopoldo, a vereador e presidente do Legislativo, Ana Affonso, disse que trata-se de um ato de repúdio à esta decisão. “Mesmo que tenha sido adiada para janeiro, não vamos aceitar que sejam feitos estes cortes na saúde pública”, disse Ana, lembrando que a medida faz parte de uma agenda de atividades organizada por vereadores da região, que estão movimentando a população com o objetivo de impedir que o programa seja levado adiante por Eduardo Leite. 

Programa não será suspenso 

Em nota, o Governo do Estado afirma que o programa não será suspenso. “O Estado segue se reunindo com os hospitais e municípios, verificando a necessidade de saúde da população e analisando as possibilidades de novos tipos de serviço para todas as instituições que tiveram redução de incentivos.” A Secretaria Estadual da Saúde deve se reunir com representantes da Granpal para discutir o programa.  


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