Contrato beneficia malha viária de Santo Ângelo
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Contrato beneficia malha viária de Santo Ângelo

Recuperação do asfalto após reparos nas redes de água e esgoto causou impasse com a Corsan

Por
Felipe Dorneles

Os consertos deixam falhas nas vias da cidade

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Após um ano de negociações para solucionar o impasse causado por problemas na malha viária de Santo Ângelo, nas Missões, prefeitura e Corsan renovaram a concessão para os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto. O vice-prefeito Bruno Hesse explica que havia um sério problema de recuperação do asfalto após intervenções da Corsan para reparos e implantação de redes de água e esgoto. “O ano passado foi complicado. A empresa terceirizada não dava conta de executar as obras devido à quantidade de intervenções. Várias ruas estavam com asfalto precário.” O município cogitou suspender do contrato com a estatal.

No novo contrato, assinado no final de 2018, a prefeitura garantiu R$ 3,1 milhões para a recuperação de pavimentação de ruas que sofreram intervenção no ano passado. O trabalho será realizado pela prefeitura, que possui uma Usina de Asfalto. Além disso, neste ano, a estatal terá até dez dias, a partir do término do serviço, para o conserto da pavimentação com asfalto frio e, no máximo 30 dias, em casos de obra de implantação ou ampliação das redes para pavimentação asfáltica definitiva com asfalto quente. No que refere-se à água e esgoto, o município conquistou R$ 14 milhões em razão do não cumprimento de cláusulas contratuais pela estatal. O valor será destinado ao Fundo Municipal de Gestão Compartilhada, que determinará investimentos na ampliação da rede de esgoto pluvial, aquisição de máquinas e equipamentos e em campanhas de conscientização ambiental.

O contrato prevê ainda investimento de R$ 200 milhões em saneamento básico nos próximos 17 anos. Porém, concessão termina em 2055. O superintendente da Corsan Noroeste, João Batista Corim, explica que a concessão foi estendida para que o projeto de investimentos fosse viável para a companhia. “São muitos investimentos, mas que precisam também ser viáveis financeira e economicamente.” Sobre a recuperação asfáltica após intervenções, ele revela que com o novo acordo este problema será ajustado, e que a Corsan estuda a possibilidade de contratar o município para os serviços de pavimentação asfáltica, e não mais uma empresa terceirizada, como atualmente.