Flávio Cassina é eleito prefeito de Caxias do Sul
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Flávio Cassina é eleito prefeito de Caxias do Sul

As eleições indiretas foram realizadas em função da cassação do mandato de prefeito de Daniel Guerra

Por
Celso Sgorla

Flávio Cassina assume prefeitura até o final do ano

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A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul elegeu nesta quinta-feira, em sessão extraordinária, em eleição indireta, o prefeito e vice da cidade. A chapa única, formada por Flávio Cassina (PTB) para prefeito e Elói Frizzo (PSB) para vice, foi eleita com 19 votos favoráveis e três contrários. A sessão ocorreu no Teatro Municipal da Casa da Cultura, no centro da cidade. Cassina assume no lugar de Daniel Guerra, que teve seu mandato cassado no dia 22 de dezembro pela Câmara de Vereadores de Caxias do Sul.

Em entrevista coletiva, ele disse que as próximas horas serão de muito trabalho, pois falta complementar o secretariado, até agora composto provisoriamente. Sobre saúde, disse aguardar o relatório de situação da pasta, sendo prematuro mencionar e praticar qualquer medida agora. O prefeito defendeu um governo de coalizão e disse que vai procurar deixar um bom trabalho ao sucessor, que será escolhido nas eleições de outubro. Depois de ser eleito pelo voto dos vereadores, Cassina foi à prefeitura, onde recebeu o cargo do interino Ricardo Daneluz.

Cassina tem 72 anos, é empresário e está filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) desde 1995. Nas eleições municipais de 2004 e de 2008, alcançou a suplência no Legislativo caxiense. No pleito de 2012, com 2.277 votos, elegeu-se vereador para a legislatura de 2013 a 2016. Na atual, de 2017 a 2020, após obter 1.973 votos nas eleições de 2016, cumpria o segundo mandato parlamentar. Também foi secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego de 2005 a 2008 e da Habitação, de 2009 a 2012.

Em 2019 presidiu a Câmara de Vereadores e comandou a sessão de cassação do mandato do prefeito Daniel Guerra (Republicanos). No dia 23 de dezembro assumiu a prefeitura interinamente e ficou no cargo por 12 dias, até 2 de janeiro, quando Ricardo Daneluz (PDT), eleito presidente da Câmara para 2020, assumiu o cargo, até a realização da eleição indireta.