Gramado passa a ter nove leitos de UTI para Covid-19

Gramado passa a ter nove leitos de UTI para Covid-19

Implementação faz parte das ações na Região das Hortênsias visando ao retorno à bandeira laranja

Halder Ramos

Estrutura já está disponível no Hospital Arcanjo São Miguel

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Prefeituras, entidades e segmentos empresariais estão mobilizados para que a Região das Hortênsias saia da bandeira vermelha no Modelo de Distanciamento Controlado do Estado. Com a atual classificação, as atividades comerciais e turísticas consideradas não essenciais foram restringidas. Na busca por retornar para a classificação laranja ou até mesmo amarela, lideranças regionais, especialmente de Gramado e Canela, tentam a criação de uma microrregião na área da Serra, que tem Caxias do Sul como referência. Uma das primeiras medidas foi a criação de nove leitos de UTI para Covid-19 no Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado.

Com aporte do governo federal de R$ 1.152.000,00 e também com recursos estaduais, os leitos estão disponíveis desde a última quinta-feira. A estrutura provisória permanecerá no hospital de Gramado depois que a pandemia passar. Agora, a casa de saúde passa a contar com uma UTI específica para a recuperação de pacientes infectados pelo coronavírus, além de dispor de outros dez leitos de UTI convencional, que também podem ser usados para casos de Covid-19. Todas as dez vagas estão ocupadas por pacientes de outras doenças. “Nosso primeiro cenário é ter uma UTI Covid e outra UTI livre de Covid”, pondera o administrador do São Miguel, Márcio Slaviero.

Sem nenhum paciente internado por Covid-19 nos hospitais de Canela e Gramado, os prefeitos e líderes de entidades não concordam com o enquadramento dado para a região. No entanto, estão fiscalizando o cumprimento do decreto estadual. “Eu espero sinceramente que tenhamos um pouco de paz, que Gramado não seja atingida por ato que não cometeu”, afirma o prefeito de Gramado, João Alfredo Bertolucci, em referência aos novos leitos implantados na cidade. O prefeito de Canela, Constantino Orsolin, diz que se trata de decisão estadual e que obrigatoriamente foi preciso acatar. "Como município podemos ser mais restritivos do que o Estado, mas não ampliativos."  


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