Granizo atinge 500 famílias em São Lourenço do Sul

Granizo atinge 500 famílias em São Lourenço do Sul

Plantações de milho, soja, hortifrutigranjeiros e fumo foram perdidas

Angélica Silveira

Em Canguçu, dezenas de famílias tiveram os telhados de suas casas destruídas

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Municípios da Região Sul contabilizam os estragos causados pelo temporal de granizo que caiu na tarde de terça-feira e causou transtornos em São Lourenço do Sul e Canguçu, no Sul do Estado. Em razão dos danos, o prefeito de Canguçu, Vinícius Pegoraro, decretou situação de emergência nesta quarta-feira. O município também está em emergência devido à estiagem, cujo decreto já foi homologado pelo Estado e reconhecido pela União. O temporal com ventania e queda das pedras, segundo a prefeitura, prejudicou mais de 200 famílias no município. “Publicamos um novo decreto, pois os recursos necessários são diferentes dos da estiagem. São dois eventos climáticos”, explica o prefeito.

Os bairros mais afetados pelo granizo foram Vila Fonseca e Pedreira. No interior, plantações de milho, soja e fumo ficaram destruídas. Segundo prefeito, em razão dos estragos nas residências, algumas famílias precisaram passar a noite na casa de vizinhos. Mais de 1,4 mil metros de lonas foram distribuídos.

Em São Lourenço do Sul, a queda de granizo causou prejuízos a mais de 500 famílias, segundo a administração municipal. As localidade mais atingidas foram Santo Augusta, Canta Galo, Santa Tereza e Faxinal. Plantações de milho, soja, hortifrutigranjeiros e o fumo que ainda não tinha sido colhido foram perdidos. Animais domésticos morreram com o temporal. Os cálculos dos estragos estão sendo realizados pela Defesa Civil, prefeitura e Emater.

O prefeito Rudinei Harter deve decretar situação de emergência nesta quinta-feira, 1º, após levantamento final dos estragos. Ainda na terça-feira, foram distribuídos 400 metros de lona. Harter participou de reunião na Casa Civil estadual e tratou da liberação de mais 2,4 mil metros do material. “Com o granizo, muitas telhas foram quebradas, então este decreto deve fazer com que o Estado libere o material, o que é diferente de um decreto por estiagem”, explica. Segundo ele, há pessoas que perderam tudo de dentro de casa, pois o granizo era grande. Algumas não tinham onde dormir na terça-feira. O prefeito diz que choveu apenas 12 milímetros, o que não ameniza a seca. “Continuamos abastecendo poços artesianos com caminhão-pipa e, agora, temos telhados para consertar”, encerra. O decreto em função da estiagem tramita no Estado.



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