Grupo Ambiental combate a pesca predatória em Frederico Westphalen
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Grupo Ambiental combate a pesca predatória em Frederico Westphalen

Uma das preocupações do órgão é combater a pesca ilegal

Por
Agostinho Piovesan

Os peixes presos nas redes são soltos nos rios e os apetrechos utilizados na pesca predatória são destruídos

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O Grupo de Polícia Ambiental de Frederico Westphalen (Patram) anunciou que vai intensificar a fiscalização de combate à pesca predatória nos rios Uruguai e Várzea, no Norte do Estado. O GPA local atua no combate a crimes relacionados à fauna, flora e poluição em 24 municípios da microrregião do Médio Uruguai, no Norte do Estado.

Segundo a comandante do Grupo Ambiental, soldado Juliana Celita Lahr,  uma das preocupações do órgão, atualmente, é combater a pesca ilegal, especialmente no rio Uruguai, que faz divisa com o estado de Santa Catarina.  “É importante lembrar que a Piracema, na Bacia do Rio Uruguai, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, iniciou no dia 1º de outubro e encerra no dia 31 de janeiro, período reprodutivo muito importante para diversas espécies de peixes, incluindo aquelas ameaçadas de extinção, como o Dourado e a Piracanjuva”.

Celita Lahr disse que, nesse período, fica proibida a pesca profissional e amadora, inclusive o pesque e solte com uso de varas, molinete e embarcação, sendo liberada apenas a pesca de subsistência com o limite de 5 quilos de pescado utilizando apenas linha de mão, além da pesca de caráter científico, prévia e devidamente autorizada pelo Ibama. “A medida é baseada na Instrução Normativa (IN) nº 193, de dois de outubro de 2008, nos artigos 3° e 5° restringe ainda mais a atividade da pesca”, observa.

A comandante do GPA lamenta que muitas pessoas ainda insistam em desrespeitar a Lei, praticando a pesca predatória, num período de reprodução dos peixes. Periodicamente, nesse período, são encontradas redes colocadas nos rios, além de outros materiais na ação irregular de pescadores. “Infelizmente essa é a realidade, mas evidentemente são poucas pessoas que fazem isso e nossa missão é combater essas irregularidades”, afirma.

Os peixes presos nas redes são soltos nos rios. Já as redes e outros apetrechos utilizados na pesca predatória, são destruídos. A Polícia Ambiental lembra que, na época da Piracema, está proibida a pesca de qualquer categoria, modalidade e petrecho, durante o período definido nesta Instrução Normativa, na bacia hidrográfica do rio Uruguai.