Leite recebe reivindicações de servidores após participar de reinauguração de ginásio em Pelotas
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Leite recebe reivindicações de servidores após participar de reinauguração de ginásio em Pelotas

Governador esteve em reunião almoço

Por
Angélica Silveira

Governador apresentou as diretrizes de sua gestão

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O governador Eduardo Leite esteve nessa quarta-feira em Pelotas para falar na reunião almoço Tá na Hora, promovida pela Associação Comercial da cidade em comemoração aos 146 anos da instituição. Antes, ele esteve na cerimônia de reinauguração do Ginásio João Carlos Gastal, anexo ao Colégio Municipal Pelotense. A obra começou quando Leite era prefeito da cidade. O custo da ampliação foi de R$ 2,6 milhões, com recursos do município. Na chegada, o governador foi abordado por um grupo do Cpers/Sindicato e recebeu um documento sobre a situação dos professores, que estão há 45 meses recebendo salário parcelado e há cinco anos sem reajuste. 

No discurso, Leite foi vaiado. “A vaia faz parte da democracia, assim como o voto na urna. Os seis anos em que o ginásio ficou fechado não devem ser esquecidos. O que causou isso foi a falta de manutenção, que deve ser cobrada”, disse. “Temos um jogo difícil no governo do Estado, mas vamos trabalhar com afinco para virar isso.” 
O governador e a comitiva também participaram da inauguração de anexo da Escola Estadual Dom Antônio Zattera, no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case). Serão oferecidas aulas em dois turnos nos ensinos fundamental e médio ao 80 interno. O investimento foi de R$ 1 milhão.

No Clube Brilhante, antes da reunião-almoço, Leite foi abordado por servidores do Judiciário na cidade, que entregaram abaixo-assinado pedindo apoio para que a bancada governista rejeite o projeto de lei que extingue o cargo de oficial escrevente e pela aprovação da proposta de reposição salarial referente à perda inflacionária desde 2015. Ele prometeu analisar o caso. 

Na palestra, para empresários e lideranças regionais, o governador apresentou diretrizes e perspectivas no contexto do cenário nacional. “O Estado faz a lição de casa no que diz respeito aos ajustes na própria máquina. Depois de aprovada a privatização, contatamos com o BNDES a modelagem da CEEE e da Sulgás e estamos mandando um novo código ambiental para a Assembleia. Isso dentro de uma plataforma de trabalhar a competitividade.” 

Conforme Leite, as contas públicas demandam forte programa de ajustes, que está em curso. “Devemos retomar as condições de competitividade, atrair investimentos em um ambiente favorável ao Rio Grande do Sul, pois é contendo as despesas que poderemos reduzir o tamanho e o custo da máquina pública, mas precisamos também fazer crescer a receita para equalizar as contas.” Segundo o governador, é necessário mais atividade econômica. “Por isso, a concessão de estradas, privatizações, desburocratização em processos para licenças e a reforma da máquina pública nos ajudam a criar um ambiente possível para se reduzir a carga tributária a partir de 2021, quando se encerram as alíquotas majoradas.”