Museu colonial em Sinimbu reabrirá para visitação

Museu colonial em Sinimbu reabrirá para visitação

O espaço voltará a mostrar o acervo de utensílios antigos de trabalho e domésticos

Otto Tesche

O tradicional espaço será voltado à preservação da memória da colonização alemã e das antigas casas de comércio em toda a região

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Um antigo espaço que fez parte das áreas de lazer de diversas famílias da região de Santa Cruz do Sul no século passado deverá reabrir até o fim do ano. O espaço à beira do rio Pardinho, com um casarão das décadas de 1860 e 1870, situado em Alto Sinimbu, a cerca de cinco quilômetros da sede de Sinimbu, e pertencente à família Engelmann, voltará a mostrar o acervo de utensílios de trabalho e domésticos. A iniciativa é do ex-professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Emigdio Engelmann, e sua decisão foi a de homenagear seu avô, renomeando o local de Museu Colonial Henrique Engelmann Sobrinho.

O tradicional espaço será voltado à preservação da memória da colonização alemã e das antigas casas de comércio em toda a região. Emigdio Engelmann, aos 67 anos, recorda das temporadas em que, tendo crescido em família junto a um hotel na área central de Santa Cruz do Sul, ia visitar, muitas vezes sozinho, de ônibus, o avô em Alto Sinimbu.

Emigdio decidiu assumir a responsabilidade de preservar o local, usando o casarão que pertenceu ao seu avô, bem-conservado, e refazer no local um acervo que possa conectar a população com o passado. Em tempos de pandemia, providenciou a repintura do prédio, em estilo enxaimel, e a própria reposição e reunião dos objetos está em execução. Ele lamenta que em momento anterior se desfez de parte de um acervo significativo que já possuía no lugar, em formato de museu. Ao final do século passado, a família investira em recanto de lazer e pousada no local, e nos anos seguintes cedeu a exploração desse espaço a terceiros.

O proprietário da área chegou a fazer, em 2014, contato com museus e outros espaços de memória da região para oferecer a eles parte dos objetos antigos que possuía. Em outro momento, o acervo já existente sofreu um desfalque quando houve um roubo de peças antigas. Muitos objetos domésticos de diferentes seções já foram reunidos por Emigdio no local. Recentemente, um novo inquilino, Canísio Haas, assumiu a exploração da área de lazer e da pousada na propriedade da família Engelmann, inclusive com disponibilização de apartamentos.

Emigdio decidiu também pela repintura do casarão e a recomposição de um acervo no Museu Colonial. Ele pretende reunir objetos significativos da rotina diária e da pujança econômica, social e cultural na região. Para expandir o acervo, ele aceita doações ou a cedência por empréstimo de objetos de época. Interessados em colaborar podem fazer contato pelo telefone (51) 99945 4326.

 


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