Nível do Lago Dourado diminui para 35% da capacidade em Santa Cruz do Sul

Nível do Lago Dourado diminui para 35% da capacidade em Santa Cruz do Sul

Conforme o superintendente regional da Corsan, a diminuição no nível da água ocorre de acordo com o projetado pela companhia

Por
Otto Tesche

Monitoramento da Corsan aponta que, em seis dias, o nível passou de 2,07 para 2,05 metros.


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A escassez de chuvas, nos últimos cinco meses, diminuiu o volume de água armazenada no Lago Dourado, em Santa Cruz do Sul, para apenas 35% da sua capacidade. Monitoramento da Corsan aponta que, em seis dias, o nível passou de 2,07 para 2,05 metros. Com o nível do rio Pardinho abaixo do normal, o fornecimento de água para o reservatório ocorre apenas de forma intermitente desde dezembro. Diante da situação do lago responsável pelo abastecimento da cidade, a Prefeitura publicou na sexta-feira um decreto com regras para evitar o desperdício de água, com previsão de multas a quem fizer isso no período de estiagem. Desde que a medida entrou em vigor, a Unidade Central de Fiscalização Externa (Ucefex) recebeu diversas denúncias.

O superintendente regional da Corsan, José Roberto Epstein, informou que a diminuição no nível da água ocorre de acordo com o projetado pela companhia. “A redução está acontecendo mais rápido em função das temperaturas mais elevadas, acima de 30 graus, registradas nos últimos dias, o que é bem atípico para este período”, disse. Com a capacidade do reservatório ainda mais reduzida, a Corsan projeta que o abastecimento deve ser mantido por 35 dias. “Considerando, claro, a situação de não termos nenhuma entrada de água”, destacou Epstein.

As chuvas registradas no domingo e segunda-feira não foram suficientes para recarregar o reservatório. A estimativa da Corsan, conforme o histórico de outras situações em que houve redução no nível do reservatório, é que a recuperação aconteça de forma parcial com a volta das precipitações mais fortes. Esse processo pode levar até quatro meses. “Além de recarregar o lago, temos que fazer o abastecimento da população. São duas linhas que têm de ser mantidas”, ressaltou o superintendente regional.

No último domingo, a Corsan montou uma estrutura que já existia antes mesmo de o Lago Dourado entrar em funcionamento. O sistema que fazia a captação direto no rio Pardinho, desativado há pelo menos 20 anos, voltou a operar e uma nova estação de bombeamento foi instalada. Além disso, quatro poços artesianos deverão auxiliar na recarga do reservatório. Um deles está situado na localidade de rio Pardinho e ainda não começou a operar. Os outros três, estão sendo perfurados nas proximidades do Lago Dourado.


A multa para as pessoas flagradas cometendo desperdício de água na cidade é de R$ 978,90. Se houver reincidência, o valor pode chegar a R$ 3.263,00. Segundo o coordenador da Ucefex, Guilherme Lopes, em um primeiro momento será feita a advertência. “Quem não cumprir o decreto será advertido e multado”, destacou. Conforme José Epstein, desde o final de fevereiro a Corsan manifestava preocupação com problemas de abastecimento. “Uma campanha chegou a ser feita, recebíamos muitas denúncias, mas não havia uma medida disciplinar. Eu acho que a administração municipal fez certo em tomar essa medida”, disse.