Cidades

Passagem integrada em Canoas continua apenas com o cartão TEU

Os cartões TRI e SIM não serão mais aceitos nos ônibus na Vicasa no município

Trensub e Metroplan entram em acordo sobre desconto
Trensub e Metroplan entram em acordo sobre desconto Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
A Trensurb e a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) entraram em acordo para manter o desconto no preço da passagem de integração entre as linhas de ônibus da Vicasa, em Canoas, e o trem. No entanto, a partir de 5 de novembro, essa integração só poderá ser realizada com o uso do cartão TEU. A contar dessa data, os sistemas TRI/SIM, utilizados no trem e nos ônibus de Porto Alegre, não estarão mais disponíveis nos veículos da Vicasa.

A Metroplan também autorizou, a partir desta terça-feira, o reajuste da parcela do ônibus de R$ 3,90 para R$ 4,20, fazendo com que o valor da passagem integrada passe de R$ 6,87 para R$ 7,17 – o valor sem desconto seria de R$ 7,60. Em função da falta de acordo entre a Trensurb e a Metroplan, usuários do cartão TEU seguiam pagando o valor anterior ao último reajuste, correspondente a R$ 5,45. A partir de hoje, o preço da passagem integrada para novos créditos inseridos nos cartões TEU passa a ser também de R$ 7,17. Para créditos do TEU adquiridos até segunda-feira, o valor a ser debitado na integração permanece sendo de R$ 5,45, com validade de 30 dias. Créditos já adquiridos para os cartões SIM e TRI seguem tendo debitados os atuais R$ 6,87 até que os validadores sejam retirados dos ônibus, em novembro.

A diarista e moradora de Canoas Andréia de Matos Figueiredo, 36 anos, conta que utiliza tanto ônibus quanto metrô para trabalhar. “Tenho o TEU e só ando com ele, porque facilita muito na hora de ir de um lugar a outro. O reajuste não foi muito alto, mas, para a gente que é trabalhador e precisa, qualquer centavo faz a diferença.” O autônomo André Luiz Pereira da Silva, 42, também de Canoas e que costuma usar o trem com frequência, disse que, com o fato de a gasolina subir, e junto a inflação e os alimentos, era sabido que o transporte público também sofreria reajustes. “É a lógica. Mesmo assim, acredito que o valor ainda esteja dentro da normalidade.”