Quartel de Bombeiros da Zona Norte de Caxias deve ser reaberto em 2022

Quartel de Bombeiros da Zona Norte de Caxias deve ser reaberto em 2022

Unidade foi desativada em março de 2016

Celso Sgorla

Prédio está localizado na RS 453, no bairro Pôr do Sol

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A demanda dos moradores da Zona Norte de Caxias do Sul pela reabertura do Quartel do Corpo de Bombeiros deve ser atendida no final do primeiro semestre do próximo ano. A garantia foi dada pelo vice-governador Ranolfo Vieira Júnior em audiência com lideranças políticas da cidade e representantes do Poder Legislativo Estadual. 

De acordo com o prefeito Adiló Didomenico, o vice-governador assegurou que o Estado participará com os equipamentos, veículos e efetivo necessários. Caberá ao município e demais lideranças buscar os recursos para a reforma do prédio, com valor estimado em R$ 1,5 milhão. “Não temos ainda um cronograma definido, mas é fundamental a posição política do vice-governador que assumiu compromissos em nome do Estado”, ressaltou o prefeito.

Os recursos para a reforma deverão ter origem no Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública do RS (PISEG), permitindo que empresas privadas realizem as obras e abatam o valor investido no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pago ao Estado. “Esta é a primeira medida a ser avaliada. Tanto que o vice-governador já determinou às suas diretorias estudos para dar encaminhamento à alternativa”, frisou o prefeito. O efetivo terá como base a próxima formatura de soldados do Corpo de Bombeiros, programada para abril.

Inaugurado em junho de 2011, o prédio está localizado na RS 453, no bairro Pôr do Sol, zona norte da cidade onde residem cerca de 100 mil pessoas. Na época da construção, o prédio recebeu investimento de R$ 550 mil, oriundo do orçamento do município e do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros. A unidade foi desativada em março de 2016 pelo comando do Corpo de Bombeiros Militar com a justificativa de falta de efetivo.

O prefeito destacou que muitas residências naquela região da cidade foram erguidas irregularmente e próximas, o que facilita a propagação de incêndios. “Num único sinistro foram perdidas nove casas”, lembrou. Também citou a facilidade de deslocamento dos bombeiros para atendimento de acidentes nas rodovias da região.

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