Rio Grande decreta situação de emergência devido à estiagem

Rio Grande decreta situação de emergência devido à estiagem

Levantamentos apontam perdas de R$ 104 milhões no agronegócio

Angélica Barcellos

Milho tem sido a cultura mais prejudicada até o momento no Rio Grande do Sul

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O prefeito de Rio Grande, Fábio Branco (MDB), publicou um decreto de situação de emergência devido à  estiagem. Conforme dados coletados para o Formulário de Informações de Desastres (FIDE), nos últimos 40 dias, até a última sexta-feira, haviam sido registrados 20 milímetros de chuva. Levantamentos realizados por técnicos da Emater/Ascar apontam perdas de R$ 104 milhões no agronegócio.

O decreto possibilita que o município possa ir atrás de recursos ou linhas de financiamentos junto aos governos estadual e federal. Entre os dispositivos previstos estão a dispensa de licitação para a compra de bens ou a contratação de obras e serviços destinados a atender as populações afetadas, bem como a renegociação de créditos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

A Defesa Civil confirma que ao menos oito famílias das localidades de Ilha do Leonídeo e Ilha dos Marinheiros estão sendo abastecidas semanalmente por caminhões pipa do Exército. No final de semana, a direção regional da Corsan liberou um ponto de captação de água exclusivamente para as equipes envolvidas nas ações de abastecimento, o que reduz em até 24 horas o tempo de resposta dos pedidos.

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O levantamento feito pelos técnicos da Emater/Ascar apontam que o setor mais afetado é a pecuária. No setor leiteiro, a quebra de produção entre o rebanho de 2,3 mil cabeças é de 50%. Isto equivale a um prejuízo de R$ 5,6 milhões para os 48 produtores.

A situação mais grave é na pecuária de corte, onde as perdas estão em 40%, o que representa um prejuízo estimado em R$ 58,3 milhões para os 670 pecuaristas da cidade. Nas lavouras de culturas de verão, como o milho, a soja e a melancia, as quebras variam entre 25% e 50%. A situação mais crítica é do milho, que acumula a perda de metade da produção, com prejuízo de R$ 1,5 milhão, incluindo as lavouras de silagem.


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