São Borja divulga balanço de 2019 e aponta focos do Aedes aegypti superior a 2018
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São Borja divulga balanço de 2019 e aponta focos do Aedes aegypti superior a 2018

No total, forma registrados 2.514 focos do mosquito no ano passado

Por
Fred Marcovici

Como em anos anteriores, também em 2019 a maior incidência de focos do mosquito foi nos dois primeiros ciclos, de janeiro a abril

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O Serviço de Vigilância em Saúde de São Borja concluiu, nesta segunda-feira, o levantamento sobre a incidência do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. No total, foram registrados 2.514 focos do mosquito, número que excede as ocorrências contabilizadas em 2018. O relatório do ano passado refere-se à área urbana e à localidade de Nhu-Porã, onde ocorre o trabalho de monitoramento dos agentes de endemias.

Como vem ocorrendo historicamente, a área central da cidade, incluindo a zona Sul, foi a que novamente teve o maior número de registros. Foram 1.064, de janeiro a dezembro. O bairro Pirahy ficou na segunda colocação, com 511 casos, vindo a seguir o bairro do Passo, com 426. As demais áreas monitoradas apresentaram os seguintes números: Várzea 402 registros; Umbu 90 registros; e Nhu-Porã 14 registros.

O levantamento resulta de dados coletados a cada dois meses, correspondendo a seis ciclos ao longo do ano. Como em anos anteriores, também em 2019 a maior incidência de focos do mosquito foi nos dois primeiros ciclos, de janeiro a abril. Tudo indica que os números, relativamente baixos nos últimos meses, aumentarão bastante no período de janeiro a abril. Por isso, o setor acrescenta que é preciso eliminar todos os ambientes que possam virar criadouros de mosquitos, principalmente de água parada e limpa.

O Ministério da Saúde está prevendo que, no país, nos próximos meses aumentará a proliferação de mosquitos e os registros de doenças como dengue e chikungunya. Em São Borja, no ano passado, um caso de dengue foi registrado, em janeiro, em Nhu-Porã.

Em 2020, na semana de 13 a 17 de janeiro, o Serviço de Vigilância em Saúde realizará o Levantamento de Índice Rápido (LIRA). O LIRA é uma amostragem de 20% dos imóveis, que determina a real situação do município em relação à infestação do mosquito Aedes.