São Borja tem mais de 500 focos do mosquito Aedes aegypti

São Borja tem mais de 500 focos do mosquito Aedes aegypti

Autoridades sanitárias estão em alerta

Fred Marcovici

Foram contabilizados 535 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti desde o início do ano

Em São Borja, autoridades sanitárias contabilizaram 535 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela em 2020. A veterinária Janaina Leivas, do Serviço de Vigilância em Saúde do município, ressalta que o quadro verificado na região é ainda mais preocupante. Na cidade argentina de Santo Tomé, do outro lado da fronteira, são 32 pessoas com dengue. Em território brasileiro, várias cidades próximas a São Borja, especialmente nas Missões, têm dezenas de casos, inclusive com mortes registradas.

A recomendação básica é sempre redobrar as ações de limpeza e de prevenção. “É bom não esquecer que, não bastassem todas as doenças que podem ser transmitidas pelo Aedes aegypti, temos que considerar a leishmaniose e agora mais a pandemia do novo coronavírus”, alerta Janaina. Ela acrescenta que “a eventual incidência simultânea de duas ou mais doenças pode ser fatal”.

Um dos principais motivos de alerta é o hábito de populares descartarem lixo, clandestinamente, em áreas periféricas da cidade. “Isso além de demandar mais serviços de limpeza para a prefeitura, representa riscos ampliados de doenças e ainda a maior chance da multiplicação de ratos, cobras, escorpiões e outros animais peçonhentos”, lembra. Pneus também vêm sendo jogados no meio ambiente, mas a solicitação é para que sejam levados ao ponto de coleta, no antigo Hospital São Francisco.

Nos terrenos baldios, depósitos de água, lixo e matagais têm os dejetos irregulares removidos periodicamente por equipes da administração. O proprietário do imóvel é notificado e orientado a ele mesmo manter limpo o local. Em relação aos ambientes domésticos, a indicação é para revisão permanente e eliminação de quaisquer depósitos de água.


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