Sapucaia do Sul mantém rigidez de medidas e deve impor mais restrições aos finais de semana

Sapucaia do Sul mantém rigidez de medidas e deve impor mais restrições aos finais de semana

Um novo decreto deverá ser publicado com novas determinações para o funcionamento do comércio

Por
Fernanda Bassôa

O município vai continuar seguindo as determinações impostas pelo Estado


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O prefeito de Sapucaia do Sul, Dr. Luis Rogério Link, informou que não vai flexibilizar nenhuma das medidas de combate ao novo coronavírus na cidade e ressaltou que quem tem autoridade para tal feito é o governador do Estado, Eduardo Leite.

Segundo Linck, mesmo após a pressão de comerciante e empresários, que chegaram a promover uma carreata na tarde de segunda-feira, pedindo pela reabertura do pequeno comércio e de atividades não essenciais, o município vai continuar seguindo as determinações impostas pelo Estado, correspondentes as medidas de controle distanciado ditadas pela bandeira vermelha.

Além disso, a Administração já adiantou que um novo decreto deverá ser publicado com novas determinações para o funcionamento do comércio aos finais de semana, com medidas ainda mais restritivas.

Pressão 

Na segunda-feira, cerca de 20 veículos partiram da Câmara Municipal e deslocaram em direção ao prédio da prefeitura, com a intenção de pressionar o governo municipal. Alguns dos carros que participaram do protesto ostentaram faixas pretas, com a frase “Comércio em luto e em luta”. O protesto aconteceu em função do não questionamento de Linck sobre a decisão do governo estadual, que classifica a região R8 com bandeira vermelha.


O empresário Ademir Sauthier, que transita pelas diretorias da CDL e Acis, de Sapucaia do Sul, diz que é a favor da reabertura do pequeno comerciante, com restrições, pois é o setor que mais sofre com a pandemia. “O que se busca é a possibilidade de trabalhar, independente das medidas, sejam elas mais ou menos rígidas. Queremos o atendimento na porta ou mesmo pela tele-entrega. É preciso que as famílias que compõem os pequenos empreendimentos da cidade possam manter o alimento e o sustento da família. Estamos dialogando com o governo municipal para tentar buscar consenso, dentro do bom senso,” disse.