Segue mobilização por Hospital Regional Federal nos vales do Sinos e Paranhana

Segue mobilização por Hospital Regional Federal nos vales do Sinos e Paranhana

Presidentes da Ampara e da Amvars se reuniram com a secretária estadual de Saúde Arita Bergmann

Stephany Sander

A construção do Hospital Regional Federal é um assunto já é debatido há anos por lideranças de diferentes setores e cidades do Paranhana e do Vale do Sinos

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Seguem os encontros para tratar da construção de um Hospital Regional Federal no Vale do Sinos e Paranhana. Na quinta-feira, o prefeito de Parobé e presidente da Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) Diego Picucha, esteve em reunião com a secretária estadual de Saúde Arita Bergmann. A reunião faz parte da mobilização pela implantação de uma unidade regional que abrigaria diversas especialidades de atendimento de saúde a comunidade, abrangendo as regiões que somam mais de 20 cidades.

O encontro, que também contou com a participação do prefeito de Campo Bom e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) Luciano Orsi, além de representantes de outros municípios, ocorreu no Centro Administrativo de Campo Bom. A reunião deu sequência a uma série de encontros que tem unido executivos, legislativos e entidades do Vale dos Sinos e do Paranhana com o propósito de viabilizar a implantação de uma unidade regional que poderia ofertar a comunidade serviços de múltiplas especialidades de atendimento de saúde, como neurocirurgia, traumatologia e oncologia, além de contar com UTI e emergência pediátrica.

Picucha, que está à frente do grupo de trabalho junto com Orsi, argumentou a Arita que esse centro regional iria facilitar o atendimento a comunidade, diminuindo e, em muitos casos, eliminando a necessidade de deslocamentos para grandes centros como Porto Alegre ou Canoas para esses atendimentos especializados, como ocorre hoje em dia.

“Defendemos a construção de uma instituição de saúde referência para os municípios e que atenda a região para casos de média e alta complexidade, desvinculando as cidades dos atendimentos realizados em outras cidades. Regionalizar a saúde e oferecer condições de promover ainda mais qualidade de atendimento à população, para que a comunidade não precise se deslocar para a região central em busca de certos atendimentos”, destacou o prefeito.

Foram apresentados à secretária Estadual de Saúde os dados levantados pelas associações, contendo as necessidades em relação ao atendimento em saúde especializado, com destaque ao represamento histórico de consultas especializadas ofertadas pelo Estado, situação que foi agravada em muito durante a pandemia e que já conta com enormes filas de espera.

Por sua vez, Arita reconheceu os gargalos existentes e colocou à disposição da mobilização regional uma equipe de profissional da Secretaria Estadual para analisar os dados técnicos que foram levantados pelas cidades das duas regiões, estudando propostas de resolução desses problemas, em especial o gargalo em relação as consultas especializadas ofertadas pelo Estado, um problema histórico e que teve a situação agravada em muito em função da pandemia e que já conta com enormes filas de espera.

A construção do Hospital Regional Federal é um assunto que já é debatido há anos por inúmeras lideranças de diferentes setores e cidades do Paranhana e do Vale do Sinos. No mês de junho, legislativos de Sapiranga e Campo Bom retomaram a discussão e deram início a uma série de encontros que tem unido executivos, legislativos e entidades das duas regiões por essa iniciativa.

Durante esses encontros, foi definido que os presidentes da Ampara, Diego Picucha, e da Amvars, Luciano Orsi, ficarão à frente do grupo de trabalho e que encabeçarão a movimentação entre prefeitos e entidades das duas regiões, além de ficarem em contato direto com técnicos da área da saúde dessas regiões para identificar as necessidades em relação à saúde, elencando os maiores gargalos.


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