Após três meses de queda, produção industrial cresce 0,8% em agosto, diz IBGE

Após três meses de queda, produção industrial cresce 0,8% em agosto, diz IBGE

A recuperação é lenta, já que o setor acumula retração de 1,7% nos oito primeiros meses do ano

Correio do Povo

Carros no pátio da General Motors, em Gravataí

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A produção industrial brasileira cresceu 0,8% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a primeira alta após três meses seguidos de queda. O acumulado da retração é de 0,9% no período entre maio e julho de 2019. 

Na série histórica, em comparação com agosto de 2018, o total da indústria apontou redução de 2,3%. Já nos oito primeiros meses do ano, o setor acumula queda de 1,7%.

Entre as grandes categorias econômicas, conforme classificação do IBGE, na comparação com o mês imediatamente anterior, a produção de bens intermediários cresceu 1,4%, mostrando a única taxa positiva de agosto, após perda de 0,6% em junho e estabilidade em julho. 

Por outro lado, a produção de bens de consumo duráveis (-1,8%) apontou o recuo mais intenso em agosto, após avançar 0,4% em julho de 2019, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 3,0%.

Dez ramos da indústria cresceram 

No período entre julho e agosto, somente uma das quatro grandes categorias econômicas e dez dos 26 ramos pesquisados mostraram expansão na produção. Entre as atividades, a influência positiva mais importante foi registrada por indústrias extrativas, que avançou 6,6%, quarta taxa positiva consecutiva, acumulando, assim, ganho de 25,2% nesse período.

Outros impactos positivos relevantes foram observados nos setores de derivados do petróleo e biocombustíveis e de produtos alimentícios, com o primeiro assinalando avanço de 7,7% no período maio-agosto de 2019; e o segundo interrompendo três meses consecutivos de queda na produção, acumulando perda de 3,0%.

Por outro lado, entre os 16 ramos que reduziram a produção nesse mês, a categoria veículos automotores, reboques e carrocerias recuou 3,0%. Assim, reverteu-se a expansão de 1,4% verificada no mês anterior. 

O ramo de confecção de artigos de vestuário e acessórios perdeu 7,4% em produção enquanto a fabricação de máquinas e equipamentos retraiu 2,7% e o ramo de produtos farmoquímicos e farmacêuticos diminui 4,9%. Todos esses setores tinham apresentado taxas positivas no período entre junho a julho.


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