BC registra 5,2 milhões de transações em três dias de funcionamento do PIX

BC registra 5,2 milhões de transações em três dias de funcionamento do PIX

Novo sistema de pagamentos faz com que o valor da transação seja recebido em alguns segundos

AE

Empresas de maquininhas de cartão vão oferecer aos varejistas serviços ligados ao PIX, como a cobrança por meio de QR Code

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O diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, afirmou nesta quinta-feira, que, em três dias de operação plena do PIX, foram realizadas 5,2 milhões de transações e movimentados R$ 4,6 bilhões.

O PIX é o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, que entrou na fase de funcionamento pleno na segunda-feira. Ele permite a realização de pagamentos e transferências 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano, principalmente pelo celular.

A expectativa do mercado é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser um sistema gratuito e estar disponível a qualquer hora. Mas também servirá para efetuar compras on e offline. Por ser instantâneo, as trocas devem ocorrer em até 10 segundos. Conforme Pinho de Mello, que participou de um evento virtual organizado pelo site UOL, o tempo médio das transações realizadas até o momento ficou próximo de 1 segundo.

O principal objetivo do sistema é aumentar a digitalização das transações financeiras no Brasil. Segundo o BC, a adesão também ajudará a aumentar a competição no mercado financeiro e reduzir o uso de papel moeda.

Até agora, mais de 73 milhões de chaves PIX foram cadastradas. A chave de usuário é um identificador de contas: o cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco). Por meio dela, é possível receber pagamentos e transferências. A chave é um "facilitador" para identificar o recebedor, mas não é indispensável para receber um PIX.

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Maquininhas

Segundo Pinho de Mello, empresas de maquininhas de cartão vão oferecer aos varejistas serviços ligados ao PIX, como a cobrança por meio de QR Code. "Hoje, o pagador não gasta nada para usar o cartão", disse. "Mas a trilha, que tem a maquininha, que faz o dinheiro sair da conta e chegar ao varejista, este sistema é remunerado pelas taxas cobradas dos varejistas."

Ele afirmou que várias empresas de maquininha vão passar a oferecer o PIX. Assim, o varejista poderá utilizar o QR Code na cobrança, por exemplo. "E esse serviço vai ser cobrado (do varejista)", afirmou. "A expectativa é de que este serviço seja barato. Porque o PIX é barato."

Segurança

O diretor do BC afirmou que sequestros relâmpagos não serão facilitados pelo PIX. Segundo ele, não faz sentido acreditar que o sistema facilita crimes assim, em função de suas características de funcionamento.

"Esse tipo de crime (sequestro relâmpago) não é perpetrado por meio de transferências bancárias", afirmou Pinho de Mello. O diretor lembrou que sequestradores geralmente forçam as vítimas a fazer saques em caixas eletrônicos, justamente porque o dinheiro vivo não é rastreável. "O PIX é", disse.

Para que o sequestrador tivesse acesso aos recursos, ele precisaria ter uma conta em seu nome - o que tornaria a operação rastreável - ou utilizar a conta de terceiros, para saque posterior. Em todos os casos, o dinheiro destino do dinheiro pode ser seguido.


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