Com reabertura parcial, atividade da indústria aumenta 7% em maio no País

Com reabertura parcial, atividade da indústria aumenta 7% em maio no País

Dados do IBGE mostram que setor expandiu em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional

Por
Correio do Povo

Rio Grande do Sul teve crescimento acima da média nacional

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Em meio ao processo de reabertura de diferentes cidades durante a pandemia de Covid-19, a atividade industrial brasileira apresentou aumento em maio em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, na comparação com abril. No crescimento de 7,0% do setor, Paraná (24,1%) e Pernambuco (20,5%) tiveram a expansão mais acentuada, após acumularem recuos de 31,8% e 25,4% (respectivamente) nos meses de março e abril, seguidos pelo Amazonas (17,3%), que interrompeu três meses de taxas negativas consecutivas em que acumulou redução de 53,4%. O Rio Grande do Sul (13,3%) aparece em quarto lugar na lista, também com avanços mais intensos do que a média nacional.

Maior parque industrial do país, São Paulo teve o maior impacto no resultado final, apenas do crescimento de 10,6%. Paraná e Rio Grande do Sul foram os outros dois locais com maiores influências na taxa positiva nacional. Apenas três locais apresentaram recuo, sendo o Espírito Santo (-7,8%) com a queda mais elevada, resultando no terceiro mês seguido de recuo para o estado, com perda acumulada de 30,9% neste período. Os outros dois foram Ceará e Pará, ambos com queda de 0,8%.

Apesar do crescimento, o índice ainda está aquém do patamar, como se observa na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Na comparação com maio de 2019, houve queda em 14 dos 15 locais pesquisados. Além do chamado efeito-calendário negativo - maio de 2020 teve 20 dias úteis, dois a menos que maio do ano anterior – a diminuição do ritmo da produção por conta dos efeitos do isolamento social em função da pandemia afetou o processo produtivo de várias unidades industriais no país. 


No acumulado do ano, também marcado pela pandemia, há redução em 13 dos 15 locais pesquisados na comparação 2019. Os destaques são o Ceará (-21,8%), o Amazonas (-20,7%) e o Espírito Santo (-18,5%). Rio Grande do Sul (-16,6%), Santa Catarina (-15,4%), São Paulo (-13,6%) e Minas Gerais (-12,1%) registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-11,2%). Paraná (-8,9%), região Nordeste (-8,8%), Bahia (-5,9%), Pernambuco (-4,7%), Mato Grosso (-3,8%) e Goiás (-0,3%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice acumulado no ano, porém com índices negativos menos acentuados que o Brasil como um todo.