Crédito para micro e pequenos empresários é debatido na Assembleia Legislativa
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Crédito para micro e pequenos empresários é debatido na Assembleia Legislativa

Deputado defende que bancos públicos gaúchos tenham programas de acesso facilitado

Por
Henrique Massaro

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Entre os pouco mais de um milhão de pequenos negócios no Estado, estima-se que 350 mil Micro e Pequenas Empresas (MPEs) estão em iminência de fechamento diante da pandemia do coronavírus, o que representa 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos perdidos. Os números são de pesquisa do SEBRAE, que também aponta que as principais dificuldades dos empresários está em acessar linhas de crédito. Na visão do deputado estadual Tiago Simon (MDB), a solução, debatida na quarta-feira em reunião da Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, passa por uma decisão de governo de colocar de forma efetiva os três bancos públicos do Rio Grande do Sul como agentes do financiamento durante a crise.

De acordo com Simon, a falta de liquidez é a maior dificuldade das empresas que tentam sobreviver à crise, principalmente no que diz respeito a garantias aos bancos. Os chamados fundos garantidores de crédito que os bancos estão tentando viabilizar viriam para mitigar os riscos, mas há pressa para que isso ocorra. “O problema é a velocidade de operacionalização, que é muito lenta e a mortandade está acontecendo agora”, disse o deputado, referindo-se a empresas que estão falindo.

O Badesul está firmando convênio com Banco do Brasil para ser repassador do Pronampe (do governo federal) e reduziu o limite de acesso ao crédito de R$ 150,00 para R$ 20,00. O BRDE também reduziu o limite de crédito de R$ 1 milhão para R$ 200 mil, valor que, no entanto, ainda é considerado muito alto para os micro e pequenos empresários. Já no Banrisul, conforme o deputado, vem sendo trabalhado para que firme um convênio com o SEBRAE para a criação de fundo garantidor de 80% para os Micro Empreendedores Individuais (MEIs).

A aceleração dos conveio, explicou Simon, permitiriam que os bancos públicos tivessem 80% de garantias e, ao mesmo tempo, financiassem milhares de empresas que não estariam fechando se tivessem acesso ao crédito. O deputado lembrou ainda que o RS é o estado com mais bancos públicos no Brasil e que nesse momento precisam ser protagonistas. “É fundamental que os bancos tenham esses fundos garantidores, tenham linhas de crédito com carência necessária e disponibilizem o crédito.”


Participaram da reunião o presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, a presidente do Badesul, Jeanette Lontra, o diretor do Sebrae/RS, Marco Aurélio Paradeda, e o diretor do Sebrae Nacional, Fábio Marimon. O presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, havia confirmado presença mas acabou não comparecendo ao encontro on-line, devido a um imprevisto.