Crescimento do PIB depende de reformas e não de truques, diz Guedes

Crescimento do PIB depende de reformas e não de truques, diz Guedes

Ministro da Economia comentou que queda não é novidade e disse que culpa foi a política intervencionista do passado

Agência Brasil e R7

Para retomar o crescimento, País precisa aprovar as reformas, destacou o ministro

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Ao comentar hoje a queda de 0,2% no crescimento econômico do primeiro trimestre, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o desempenho negativo já estava previsto e que a volta do crescimento depende de reformas econômicas, e não de medidas de estímulo pontuais. "Nós não vamos fazer truques ou mágicas, vamos fazer reformas sérias, com fundamentos econômicos", afirmou.

"As pessoas têm que entender que nós precisamos das reformas exatamente para retomar o crescimento", disse o ministro, na porta do ministério, após uma reunião com a bancada do partido Novo na Câmara.

Ele ainda destacou que não se surpreendeu com o resultado:  "Bom, isso não é novidade para nós. Nós sempre dissemos que a economia brasileira está estagnada. O modelo intervencionista derrubou a taxa de crescimento no Brasil e a nossa média de crescimento é de 0,6% nos últimos oito anos. O País está estagnado, a economia está parada e à espera das reformas". 

Nesta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o crescimento do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre, que confirmou expectativas de retração em 0,2%. 

Ao comentar as revisões para baixo sobre o crescimento do PIB para 2019, que vêm sendo feitas por economistas desde o início do ano, Guedes disse que após a eleição houve “um otimismo” em relação ao crescimento, devido à “potência da plataforma liberal”, mas que houve a necessidade de ajustes devido à demora na aprovação da reforma da Previdência, que deve abrir caminho para outras mudanças estruturais.

O ministro se disse confiante de que a reforma será aprovada ainda no primeiro semestre, o que deve dar um "horizonte fiscal de 10, 15, 20 anos", incentivando a volta dos investimentos.

Estímulos

Uma vez aprovada a nova Previdência, o governo deve trabalhar em prol da reforma tributária, afirmou Guedes, e também lançar uma série de medidas de estímulo para a economia.

Entre as medidas está o que chamou de “choque de energia barata”, um novo pacto federativo para distribuição de recursos a estados e municípios e a liberação de saques no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

"Mas isso tudo exige reformas antes. Você não pode fazer voluntarismo com política econômica e levar o Brasil para o buraco", afirmou o ministro. "Nós temos que começar pelas coisas mais importantes. O voo da galinha nós já fizemos varias vezes", completou.


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