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Dólar tem alta de 0,37%, cotado a R$ 3,71 em meio a incertezas sobre Previdência

Ibovespa sofreu queda de 0,24% com rating internacional do Brasil mantido em BB-

Por
Estadão Conteúdo

Moeda norte-americana teve alta influenciada pelo mercado exterior

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Depois de o Ibovespa renovar mínimas à tarde e o dólar bater máximas, diante da piora do humor externo em relação às negociações comerciais entre EUA e China, o mercado local chegou a ensaiar uma melhora. Entretanto, a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro teve febre e está com pneumonia leve, conforme boletim do Hospital Albert Einstein, trouxe cautela adicional. Após o tombo de quarta-feira, quando caiu 3,74%, o Ibovespa encerrou em queda de 0,24%, aos 94.405,59 pontos, e o dólar à vista avançou 0,37%, a R$ 3,7187, e os juros futuros, que já subiam ajustando-se ao comunicado do Copom, ampliaram levemente a alta.

Lá fora, pesou a informação de que o presidente americano, Donald Trump, não deverá se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, antes do fim da trégua comercial bilateral, em 1º de março. A notícia levou as Bolsas da Europa e nos EUA às mínimas, os rendimentos dos Treasuries e o petróleo a acentuarem perdas e o dólar, a se fortalecer. Apesar disso, o Ibovespa quase zerou as perdas e o dólar chegou a cair, após a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) de que a proposta de reforma da Previdência poderá ser votada na Casa até maio. Em meio a isso, a S&P reafirmou o rating do Brasil em BB-, com perspectiva estável, o que não chegou a influenciar os negócios.

No fim da tarde, com a divulgação do boletim médico de Bolsonaro, os ativos domésticos voltaram a se desvalorizar. A preocupação dos investidores é que o envio da proposta de reforma da Previdência ao Congresso pode demorar mais, uma vez que a alta de Bolsonaro pode ser postergada. Conforme um dos médicos que atendem o presidente, Bolsonaro precisa ficar, pelo menos, mais 5 a 7 dias no hospital.