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Dólar termina em alta e fecha cotado a R$ 3,95

Bolsa fecha em queda de 3,6%, segundo maior recuo desde a greve de caminhoneiros

Por
AE

Dólar termina em alta e fecha cotado a R$ 3,95

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A ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, a uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado não tranquilizou os investidores nesta quarta-feira. O Ibovespa, principal índice de ações do País, registrou forte queda de 3,57%, aos 91.903,40 pontos. É a segunda maior queda do índice desde a greve dos caminhoneiros – em 28 maio de 2018, a Bolsa caiu 4,49%. No mercado de câmbio, o dólar terminou em alta de 2,24%, cotado a R$ 3,9543.

Na comissão, o ministro voltou a afirmar que, se a reforma da Previdência não trouxer uma economia de R$ 1 trilhão, não será possível viabilizar o sistema de capitalização. Guedes defendeu novamente a proposta do pacto federativo e aproveitou para fazer um agrado a governadores, a quem prometeu liberação de recursos. O ministro afirmou que em 30 dias será anunciado um plano de equilíbrio financeiro para os estados, para o qual já teriam sido separados R$ 10 bilhões. "Com a reforma abre-se naturalmente folga fiscal e podemos ampliar isso", disse.

Além do clima externo negativo, pesa sobre os ativos domésticos a preocupação com o andamento da reforma da Previdência no Congresso, após a derrota imposta pela Câmara ao governo na terça-feira com a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo. Com a perda de capital político do presidente Jair Bolsonaro e os atritos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cresce no mercado a percepção de que a proposta da previdência será desidratada e dificilmente sairá da Câmara rumo ao Senado ainda no primeiro semestre.