Dólar volta a subir após três quedas seguidas e vai a R$ 3,89
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Dólar volta a subir após três quedas seguidas e vai a R$ 3,89

Na contramão, Bovespa fechou dia em queda de 1,42%

Por
AE

Dólar fechou dia em alta

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O dólar voltou a subir nesta quarta-feira, 5, após cair nos três últimos pregões. A alta da moeda americana no exterior e questões internas fizeram a divisa encostar nos R$ 3,90 perto do fechamento. Notícias de que o governo discute a possibilidade de flexibilizar o teto de gastos após a aprovação da reforma da Previdência fizeram o dólar acelerar a alta. 

Com isso, o real foi a segunda moeda que mais perdeu valor perante a moeda americana, atrás apenas do rand da África do Sul. O ministério da Economia, porém, desmentiu as notícias após o fechamento do mercado à vista, o que fez o dólar futuro reduzir o ritmo de alta. Na sessão regular, o dólar à vista encerrou com valorização de 0,99%, a R$ 3,8949.

A quarta-feira foi marcada por fortalecimento do dólar no exterior, em meio a renovados temores de piora da economia mundial após nova rodada de indicadores fracos, que fizeram as cotações do petróleo despencarem. A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a previsão da instituição de "fragilidade e precariedade" da retomada econômica se confirmou.

No mercado internacional, o dólar interrompeu uma sequência de quedas, turbinadas pela visão de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve cortar juros e se fortaleceu ante divisas fortes, como o euro e a libra, e emergentes, ganhando força entre pares do real, como México, Argentina e Colômbia. 

As atenções agora se focam na divulgação na sexta-feira do relatório de emprego de maio dos Estados Unidos. Se vier abaixo do esperado, como veio o relatório do setor privado (ADP, na sigla em inglês), divulgado nesta quarta, pode aumentar a aposta de corte de juros. Os analistas do banco canadense TD Bank preveem 190 mil postos de trabalho.

Bolsa de valores

O cenário doméstico voltou a pesar no mercado brasileiro de ações e o Índice Bovespa terminou a quarta-feira, 5, com queda significativa, na contramão do bom desempenho das bolsas de Nova York. A palavra "cautela" voltou às mesas de negociação depois do adiamento da votação do crédito suplementar pedido pelo governo e de especulações sobre um possível estudo para flexibilização do teto de gastos após a aprovação da reforma da Previdência. Assim, o Ibovespa terminou o dia em queda de 1,42%, aos 95.998,75 pontos. Os negócios somaram R$ 12,4 bilhões.