Desemprego recua a 14,1% e atinge 14,4 milhões no 1º semestre, diz IBGE

Desemprego recua a 14,1% e atinge 14,4 milhões no 1º semestre, diz IBGE

Resultado foi influenciado pelo aumento de 2,1 milhões no número de pessoas ocupadas, de acordo com o instituto

R7

Volume de desocupados segue próximo ao recorde de 14,7% da série histórica iniciada em 2012

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O desemprego no Brasil recuou pela segunda vez consecutiva e fechou o trimestre encerrado em junho em 14,1%. O valor, 0,5 ponto percentual inferior ao registrado nos três meses anteriores, indica que 14,4 milhões estavam pessoas fora do mercado de trabalho ao fim do primeiro semestre.

Os dados divulgados nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mantém o volume de desocupados próximo ao recorde de 14,7% de desocupados da série histórica iniciada em 2012, registrada nos meses de março e abril.

Esse recuo na taxa de desemprego foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas, que avançou 2,5% (mais 2,1 milhões) no segundo trimestre de 2021 e alcançou 87,8 milhões no período, segundo os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Com a variação, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual, para 49,6%. O percentual indica, no entanto, que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no Brasil.

Crescimento em várias formas de trabalho 

De acordo com Adriana Beringuy, analista responsável pela pesquisa, o crescimento do nível de ocupação ocorreu em várias formas de trabalho entre os meses de abril e junho, com destaque para o crescimento de 2,1% no número de trabalhadores formais, que alcançou 30,2 milhões.

"Até então vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada. No segundo trimestre, porém, houve um movimento positivo, com crescimento de 618 mil pessoas a mais no contingente de empregados com carteira", indica Adriana.

A ocupação também avançou no segundo trimestre com o aumento de 3,4% no número empregados no setor privado sem carteira (10 milhões) na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, esse contingente subiu 16% ou 1,4 milhão de pessoas.

Outro destaque apresentado pela Pnad foi o trabalho por conta própria, que atingiu o patamar recorde de 24,8 milhões de pessoas, alta 4,2% na comparação com o trimestre anterior e de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Áreas de trabalho

De acordo com a pesquisa, o aumento da ocupação no segundo trimestre foi gerado, principalmente, por atividades relacionadas a alojamento e alimentação (9,1%), construção (5,7%), serviços domésticos (4%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%).

“Alojamento e alimentação, que inclui restaurantes e hotéis, avançaram 7,7% na comparação anual, primeiro crescimento depois de quatro trimestres de quedas. Esse avanço, porém, não faz a atividade voltar ao patamar pré-pandemia, mas é um movimento de leve recuperação, depois de registrar a segunda maior perda de trabalhadores em 2020, atrás do serviço doméstico”, afirma Adriana.

Já o trabalho doméstico, atividade de 5,1 milhões de profissionais, não teve variação significativa em relação ao primeiro trimestre, mas avançou 8,4% na comparação com o segundo trimestre de 2020.

A categoria dos empregadores (3,8 milhões) ficou estável nas duas comparações. Já o setor público (11,8 milhões) registrou uma redução de 4,4% (menos 539 mil profissionais) em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

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