IPCA-15 tem maior alta para novembro desde 2002, indica IBGE

IPCA-15 tem maior alta para novembro desde 2002, indica IBGE

Prévia da inflação registrou variação de 1,17% no mês

AE e Correio do Povo

Maior impacto veio dos Transportes, que aumento no índice de 2,89%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,17% em novembro, após ter avançado 1,20% em outubro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o órgão, essa foi a maior variação para o 11º mês do ano desde novembro de 2002, período em que o índice atingiu 2,08%. 

Conforme o IBGE, o acumulado no ano foi de 9,57% e, em 12 meses, de 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2020, a taxa havia sido de 0,81%.

Porto Alegre 

A pesquisa divulgada hoje informou que todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em novembro. Em Porto Alegre, a variação de novembro foi de 1,15%, depois de 1,20% contabilizado em outubro. No acumulado do ano, a Capital registrou a segunda maior variação, 10,64%, perdendo apenas para Curitiba, que teve 12,26% e no acumulado dos últimos 12 meses a cidade gaúcha teve também a segunda maior variação entre as regiões pesquisadas, 12,33%, sendo superada novamente pela capital paranaense.  

Itens 

O levantamento indicou ainda que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro. A maior variação (2,89%) e o maior impacto (0,61 p.p.) vieram dos Transportes. Em seguida, vieram Habitação (1,06%) e Saúde e cuidados pessoais (0,80%), com impactos de 0,17 p.p. e 0,10 p.p., respectivamente. Juntos, os três grupos contribuíram com 0,88 p.p. no IPCA-15 de novembro, o equivalente a cerca de 75% do índice do mês. Vestuário (1,59%) teve a segunda maior variação no mês e o grupo Alimentação e bebidas (0,40%) desacelerou em relação a outubro (1,38%). Os demais grupos ficaram entre o 0,01% de Educação e o 1,53% de Artigos de residência.

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Preço de alguns alimentos caiu

A desaceleração do grupo Alimentação e bebidas (de 1,38% em outubro para 0,40% em novembro) deve-se às altas menos intensas em alguns subitens, como o tomate (14,02%), o frango em pedaços (3,07%) e o queijo (2,88%). Houve ainda quedas nas carnes (-1,15%), no leite longa vida (-3,97%) e nas frutas (-1,92%). Por outro lado, os preços da batata-inglesa (14,13%) subiram mais que o observado em outubro (8,57%) e a cebola teve variação positiva (7,00%), após a queda de 2,72% no mês anterior.


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