Porto Alegre tem a segunda cesta básica mais cara do país em agosto, aponta Dieese
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Porto Alegre tem a segunda cesta básica mais cara do país em agosto, aponta Dieese

Valor na Capital sofreu redução e ficou em R$ 469,17

Por
Correio do Povo

Em Porto Alegre, a banana e a carne foram os únicos itens que registraram alta

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A pesquisa nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioecônomicos (Dieese), aponta que Porto Alegre tem a segunda cesta básica mais cara do Brasil em agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira. Mesmo com a queda de 4,88% em relação a julho, com o preço passando de R$ 493,22 em julho para os atuais R$ 469,17, o índice na Capital foi superado apenas por São Paulo, cujo preço ficou em R$ 481,44. 

Florianópolis (R$ 464,24) e Rio de Janeiro (R$ 462,24) têm, respectivamente, a terceira e a quarta cesta básica mais cara do país. Conforme o Dieese, a pesquisa, feita em 17 capitais brasileiras, indicou ainda que as reduções mais expressivas na cesta básica ocorreram em Natal (-7,04%), Fortaleza (-6,96%), Aracaju (-6,11%) e Salvador (-5,78%). 

Em Porto Alegre, a banana (1,61%) e a carne (1,10%) foram os únicos itens que registraram alta. O pão ficou estável.

Na passagem de julho para agosto, dos 13 produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos, dez ficaram mais baratos: o tomate (-26,44%), a batata (-15,63%), o café (-2,92%), o leite (-2,34%), o açúcar (-2,14%), o feijão (-2,04%), o arroz (-1,77%), a farinha de trigo (-1,57%), o óleo de soja (-1,01%) e a manteiga (-0,45%). 

 

 

Preços em 2019

O Dieese relatou que no acumulado de 2019, em Porto Alegre, oito itens subiram de preço: a batata (50%), a banana (19,14%), a manteiga (11,46%), o arroz (3,75%), o pão (1,56%), o leite (1,40%), o feijão (1,08%) e a carne (0,75%). Em sentido contrário, cinco produtos ficaram mais baratos: o tomate (-24,54%), a banana (-10,52%), o óleo de soja (-4,85%), o açúcar (-1,72%) e a farinha de trigo (-0,53%). 

Em 12 meses 

Nos últimos 12 meses em Porto Alegre, nove itens ficaram mais caros: a batata (91,25%), o tomate (60,63%), banana (20,60%), a manteiga (12,06%), o feijão (5,53%), a carne (3,95%), o arroz (3,36%), o óleo de soja (2,35%) e o pão (1,90%). Por outro lado, quatro itens registraram queda: o leite (-17,88%), o café (-10,44%), o açúcar (-1,29%) e a farinha de trigo (-0,79%). 

O departamento indicou que o valor da cesta básica representou 51,10% do salário mínimo líquido, contra 53,72% em julho de 2019 e 47,83% em agosto de 2018. Na Capital gaúcha, o trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em agosto, cumprir uma jornada de 103 horas e 25min para adquirir os bens alimentícios básicos. Essa jornada foi inferior a registrada em julho (108 horas 44min) e maior que a registrada em agosto de 2018 (96 horas 48 min). 

O Dieese ainda sustentou no levantamento que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 4.044,58, valor que é 4,05 vezes o mínimo de R$ 998.