Prévia da inflação fecha maio em 0,35%, mas é a maior para o mês em três anos, diz IBGE

Prévia da inflação fecha maio em 0,35%, mas é a maior para o mês em três anos, diz IBGE

Houve desaceleração em relação à abril, quando o índice foi de 0,72%

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Correio do Povo

Remédios puxaram a alta dos preços dos itens de saúde e cuidados pessoais


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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – a prévia da inflação oficial do país – desacelerou e fechou maio em 0,35%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira. Apesar da queda, a taxa é a maior para o mês em três anos e, no mesmo período de 2018, a taxa foi de 0,14%. No mês passado, a alta havia sido de 0,72%. O acumulado em 12 meses é de 4,93%, acima dos 4,71% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O grupo de Saúde e Cuidados pessoais teve alta de 1,01% em maio, o valor mais alto entre as categorias estudadas. Ele foi puxado, principalmente, pelo acréscimo nos preços dos remédios (2,03%). Os planos de saúde (0,80%) e os artigos de higiene pessoal (0,62%) também o impulsionaram.

Já nos Transportes, foi encontrada a taxa de 0,65%, desacelerando em relação a abril, quando alcançara 1,31%. Isso ocorreu pela queda de 21,78% nas passagens aéreas que representaram o impacto negativo mais intenso no índice do mês. A alta de 3,29% na gasolina puxou a taxa para cima, assim como a elevação de 4% nos preços do etanol. Ainda, destaca-se a variação dos ônibus urbanos (0,54%) devido ao reajuste em diferentes capitais.

Responsável por cerca de 25% das despesas das famílias, o grupo Alimentação e Bebidas (0,00%) ficou estável em maio, após a alta de 0,92% em abril. A alimentação fora subiu 0,48% e a alimentação no domicílio recuou 0,26%, após apresentar alta de 1,43% em abril. Os destaques ficam com o feijão-carioca (-11,55%), as frutas (-3,08%) e as carnes (-0,52%). No lado das altas sobressaem o tomate (13,08%) e a batata-inglesa (4,12%).

Educação também mostrou estabilidade, enquanto Despesas pessoais cresce 0,16%. Os grupos Artigos de residência (-0,36%) e Comunicação (-0,04%) tiveram deflação de abril para maio.


Metodologia

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 13 de abril e 15 de maio de 2019 (referência) e comparados aos vigentes entre 16 de março e 12 de abril de 2019 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta e na abrangência geográfica.