Preços do petróleo continuam em queda e Opep menciona situação dramática

Preços do petróleo continuam em queda e Opep menciona situação dramática

Produto é duramente afetado por conta das medidas de prevenção ao novo coronavírus

AFP

Produção de petróleo decai em razão da Covid-19

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As cotações do petróleo voltaram a operar em queda nesta quarta-feira, após duas sessões em que o WTI americano registrou preços negativos, em um mercado em situação "dramática", segundo a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep)

Às 6h30min (horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em junho recuava 4,76% em Londres, a 18,41 dólares, após registrar cotação de 5,98 dólares algumas horas antes, o menor nível desde junho de 1999.

Em Nova Iorque, o barril de WTI para entrega em junho, em seu primeiro dia como contrato de referência após o vencimento na terça-feira do contrato de maio, era vendido a 11,02 dólares, ou seja, 4,75% a menos.

"O descalabro dos mercados petroleiros continuou durante a noite, com uma nova queda importante do Brent", afirmou Michael Hewson, analista da CMC Markets. "A distância entre o barril americano e o Brent começou a diminuir", disse Naeem Aslam, mas a probabilidade de que o produto de referência europeu fique abaixo de zero é muito pequena", destacou. 

O preço do barril WTI para entrega em maio caiu ao nível negativo na segunda-feira, o que obrigou os investidores a pagarem aos compradores para que fizessem o petróleo circular no mercado. "O pânico se propaga entre os investidores, mas também dentro da Opep+", comentou Eugen Weinberg, do Commerzbank, referindo-se à organização e aos países associados que não são membros do cartel.

Nessa terça-feira, a Arábia Saudita, líder do cartel, informou nesta que acompanha "de perto" os mercados petroleiros e que está disposta a adotar qualquer medida adicional, após a queda dos preços.

Também na terça-feira, vários países da Opep+ discutiram, em uma videoconferência, a "situação dramática" do mercado de petróleo, cujos preços estão em colapso em consequência da pandemia de Covid-19.

O petróleo foi duramente afetado pela queda do consumo por causa das medidas que reduziram a mobilidade em todo mundo, como forma de combater o novo coronavírus. A produção se manteve, porém, em um mercado que antes mesmo da crise já estava sobrecarregado.

Na conferência "informal" da Opep+, os participantes "reiteraram o compromisso para ajustar a produção de petróleo", segundo os termos do acordo anunciado em 12 de abril. O pacto impõe uma redução de 9,7 milhões de barris por dia (mbd) a partir de maio, destacou a Opep. Weinberg considera, porém, que os cortes em larga escala "atualmente não são suficientes para compensar a queda da demanda e estabilizar o mercado petroleiro".  


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