Publicitário aponta mudanças no consumo durante a pandemia da Covid-19

Publicitário aponta mudanças no consumo durante a pandemia da Covid-19

Efeitos da doença no cotidiano da população pode ser percebido em vários aspectos, apontou João Satt

Felipe Samuel

A forma de consumo do brasileiro mudou por causa da pandemia, diz publicitário

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O impacto econômico após cem dias da pandemia do novo coronavírus já provoca transformações na sociedade brasileira. As mudanças no comportamento do consumidor e o “amadurecimento digital” foram os principais pontos de uma pesquisa apresentada nesta quarta-feira pelo publicitário João Satt, CEO e estrategista do G5, durante evento Tá na Mesa, da Federasul, conduzido pela presidente da entidade, Simone Leite. 

Após cem dias do surgimento da Covid-19 no Brasil, o publicitário explica que os efeitos da doença no cotidiano da população também podem ser percebidos em vários aspectos, que vão desde o trabalho à forma de consumo.

Apesar de ressaltar os problemas econômicos e aumento do desemprego em função do fechamento do comércio, Satt observa que a sociedade precisa se adaptar ao “novo normal”. Na avaliação do publicitário, as pessoas lidam com uma nova realidade que coloca em lados opostos Medo x Desejo. 

A pesquisas, realizada na internet, compara dados de abril e junho. "O nosso estudo mostra que serviços de delivery, internet, entre outros, tiveram maior consumo durante a pandemia. E isso não aparecia cem dias atrás", destaca. "Mergulhamos num novo mundo", completa.

Conveniência digital 

De acordo com Satt, a conveniência digital e a necessidade de buscar soluções para enfrentar um momento único na história parecem ter precipitado as transformações no comportamento da sociedade. A partir disso, surgiram três grandes valores referenciais: conveniência digital, colaboração e conforto. 

Em contrapartida, existe a realidade do que Satt classifica como “bandeira vermelha” da economia. "Com desemprego crescendo, empobrecimento em velocidade elevada e risco de colapso na produção de setores não prioritários", justifica.

No que diz respeito à segurança da população em voltar a frequentar shopping e comércio, 85,2% dos entrevistados disseram em junho que não estavam confiantes para retomar a rotina de compras, ante 46,2% em abril. "As pessoas também estão fazendo compras mais rápidas", acrescenta. Outro dado importante é que 70% dos entrevistados garantiram que estão pessimistas em relação ao futuro e vão mudar a rotina quando a epidemia tiver fim.

Por isso, Satt frisa a necessidade de entender este novo comportamento. "Todo mundo vai ter que se reinventar e até eventualmente mexer nos produtos", alerta. 

Satt também destaca a importância dos veículos de comunicação durante a pandemia, que tiveram os seus trabalhos reconhecidos. "Isso porque têm a confiança e segurança da informação, como as fake news derrubadas pela realidade das notícias verdadeiras geradas pelos grandes conglomerados de comunicação", compara.


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