Queda no ranking da competitividade gaúcha é discutida em seminário do Lide-RS

Queda no ranking da competitividade gaúcha é discutida em seminário do Lide-RS

Presidente da AL-RS, Ernani Polo, espera melhora de posição com extinções de autarquias e fundações, concessões e privatizações

Cláudio Isaías

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A queda no ranking de competitividade do Rio Grande do Sul, que passou do sétimo para o oitavo lugar, segundo o estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) foi lamentada, nesta terça-feira, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, durante a realização do “Ranking RS - Seminário de Competitividade”, promovido pelo Legislativo gaúcho em parceria com o Lide-RS - Grupo de Líderes Empresariais.

"É uma posição que nos constrange, assim como o 19º lugar em infraestrutura, logo um setor em que o Estado já esteve entre as primeiras colocações”, ressaltou Polo ao afirmar que espera que após as extinções de autarquias e fundações, concessões e privatizações que já aconteceram e, principalmente, as que estão a caminho, o cenário se altere para melhor.

A solenidade no vestíbulo nobre do Parlamento gaúcho contou com as presenças do governador do Estado, Eduardo Leite, e de lideranças públicas e empresariais. Segundo Polo, áreas como saneamento e tratamento de esgoto ainda constituem desafios para os municípios gaúchos. “O marco legal do saneamento poderá impulsionar pesados investimentos em uma área que se traduz em qualidade de vida e saúde”, avaliou.

Leite foi um dos participantes, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, e do deputado Gabriel Souza, do painel “O papel do Poder Executivo e Legislativo na melhoria da Competitividade do Estado”, que teve mediação do empresário e presidente do Lide-RS, Eduardo Fernandez. “Rankings nos ajudam a nos situar em relação aos nossos competidores e, quando abrimos seus dados, podemos ver onde o Estado precisa priorizar, já que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. E a nossa prioridade é o ajuste fiscal", acrescentou.

O governador afirmou que o Estado avançou muito em privatizações, Parcerias Publico-Privadas (PPPs) e concessões. "Aprovamos um novo código ambiental e fomos premiados pelas reformas que fizemos. Nenhum Estado fez reformas tão profundas, e o Legislativo foi corajoso quando votou esses projetos”, destacou.

Conforme Polo, a bandeira da competitividade precisava ser abraçada pelo setor público e o Parlamento gaúcho não se furtou a esse desafio. “Mesmo durante a pandemia da Covid-19, com a paralisação de tantas atividades, sabíamos que nosso compromisso com os gaúchos deveria ser levado adiante, e foi assim que fizemos”, observou.

O presidente do Lide-RS, Eduardo Fernandez, defendeu a construção de uma cultura de governança e gestão de excelência para além da prestação de serviços de qualidade, essenciais à população. “Queremos ver o nosso Estado assumindo protagonismo, melhorando sua imagem em nível nacional e internacional”, afirmou. De acordo cm com Fernandez, em todo e qualquer segmento, existem gestores capacitados, engajados na liderança das boas práticas, que, de fato, beneficiam a base econômica e a qualidade de vida da população. Ele defendeu ainda um maior alinhamento entre gestores públicos e privados.

O ranking do Centro de Liderança Pública (CLP) analisa a capacidade competitiva dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. São 69 indicadores divididos em dez pilares (Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social) que servem para balizar os gestores públicos de cada estado para alcançarem a excelência na gestão.

O estudo é usado por 22 unidades da federação como forma de planejamento e atuação dentro da gestão estadual. É usado também por cidadãos e por investidores. No caso do Rio Grande do Sul, o head de Competitividade do CLP, José Henrique Nascimento, chamou a atenção para os desafios relacionados ao saneamento básico e ao empreendedorismo, que, segundo ele, são “dois fatores motrizes de competitividade fundamentais, para o desenvolvimento do Estado”


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