Sem acordo, votação da MP que reduz jornada de trabalho fica para dia 28

Sem acordo, votação da MP que reduz jornada de trabalho fica para dia 28

Relator vai propor a prorrogação da desoneração da folha de salários para 17 setores da economia por mais dois anos

AE

Sem a votação da MP, Maia encerrou a ordem do dia no plenário da Câmara

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Sem acordo entre governo, Centrão e partidos da oposição, a votação da Medida Provisória 936, sobre acordos para redução de jornada e salário na crise do novo coronavírus, foi adiada para esta quinta-feira. O relator, deputado federal Orlando Silva (PCdoB-RJ), vai propor a prorrogação da desoneração da folha de salários para 17 setores da economia por mais dois anos, como uma tentativa de manter empregos no momento pós-pandemia.

A desoneração termina no fim de 2020, e sua extensão enfrenta resistências na equipe econômica, que prefere discutir uma política geral de estímulo à geração de empregos.

O relator trabalha ainda para convencer o governo a construir uma "solução intermediária" para a base de cálculo do benefício emergencial, pago a trabalhadores com carteira assinada que tiverem redução de jornada e salário ou suspensão de contrato. Pela proposta do governo, o valor é calculado com base na parcela do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se demitido - na prática, vai de R$ 261,25 a R$ 1.813,03.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ser a favor de prorrogar os efeitos da MP. Ele havia adiantado que era possível adiar a votação.

"Há urgência em votar a 936, entre hoje e amanhã, para que o Senado possa debater e o governo decidir prorrogar ou não os efeitos do programa", disse Maia. "Estamos terminando o relatório, não sei se fica pronto hoje. A intenção é terminar nessa semana, já que o prazo dela está acabando", disse.

Sem a votação da MP, Maia encerrou a ordem do dia no plenário da Câmara e convocou nova sessão para amanhã, às 11 horas.


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