Senadores democratas e republicanos entram em acordo sobre plano de infraestrutura nos EUA

Senadores democratas e republicanos entram em acordo sobre plano de infraestrutura nos EUA

Segundo a imprensa norte-americana, valores do acordo se aproximam de 1,2 trilhão de dólares

AFP

Acordo será menos ambicioso que o anterior

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Dez legisladores dos dois principais partidos dos Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira um acordo propositivo sobre um plano de infraestrutura "realista", após o colapso das negociações entre o presidente Joe Biden e os legisladores republicanos. O acordo, consideravelmente menos ambicioso do que o original de 2,3 trilhões de dólares, estaria "totalmente pago e não incluiria aumentos de impostos", disseram cinco democratas e cinco republicanos em um breve comunicado.

"Nosso grupo (...) tem trabalhado de boa fé e chegou a um acordo bipartidário sobre um marco de compromisso realista para modernizar a infraestrutura e tecnologias energéticas da nossa nação", disseram. Os detalhes do plano não constam da declaração, o que sugere que há dúvidas sobre se em seu formato atual será aprovado pelas duas partes e pela Casa Branca.

Veículos de comunicação americanos, citando fontes próximas ao acordo, informaram que chega a 1,2 trilhão de dólares em oito anos, com 579 bilhões de dólares de novas despesas, sem que sejam criados novos impostos sobre as empresas ou a renda.

O enigma de como pagar as melhorias em rodovias, pontes, portos, tubulações e conexões à internet, propostas imediatamente após um grande gasto para reativar a economia devastada pela pandemia de Covid-19, foi um ponto-chave nas negociações entre Biden e os republicanos, liderados pela senadora Shelley Moore Capito. Biden propunha um aumento nos impostos corporativos de 21% a 28% para ajudar a pagar os gastos com infraestrutura. Em seguida, disse que estaria aberto a revisões.

Os republicanos ratificaram sua oposição a qualquer mudança nos impostos. O novo grupo, que inclui os senadores republicanos Mitt Romney e Rob Portman e os democratas Joe Manchin e Kyrsten Sinema, disse que está discutindo sua abordagem com a Casa Branca e colegas do Congresso. Os dez continuam sendo "otimistas em que seja possível estabelecer as bases para obter um apoio amplo de ambas as partes e satisfazer as necessidades de infraestrutura dos Estados Unidos", afirmaram.

As propostas para financiar este pacote incluem indexar o imposto cobrado sobre a gasolina à inflação e empregar fundos de ajuda criados para a emergência sanitária que não tenham sido usados. O plano de taxar a gasolina corre o risco de ser rejeitado por Biden, que enfatizou que não quer aumentar os impostos cobrados das pessoas que ganham menos de 400.000 dólares por ano.

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