Vendas do comércio recuam em outubro pelo 3º mês consecutivo, diz IBGE

Vendas do comércio recuam em outubro pelo 3º mês consecutivo, diz IBGE

Novo resultado negativo coloca o setor em um patamar 6,4% abaixo do recorde, alcançado em outubro do ano

R7

Vendas do comércio recuam em outubro pelo 3º mês consecutivo, diz IBGE

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As vendas do comércio recuaram 0,1% em outubro. A estabilidade corresponde ao terceiro mês consecutivo de perdas do segmento, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o novo resultado negativo, o setor agora encontra-se em um patamar 6,4% abaixo do recorde, alcançado em outubro do ano passado. Tanto no ano quanto em 12 meses, o setor acumula ganho de 2,6%, aponta a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio).

O resultado negativo foi disseminado por cinco das oito atividades investigadas pela pesquisa. Aparecem entre as variações mais intensas a dos setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%), móveis e eletrodomésticos (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,3%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

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De acordo com Cristiano Santos, gerente responsável pela pesquisa, a variação apresentada pelo setor em outubro se compõe de muita estabilidade, inclusive em praticamente todas as atividades. "Já vimos há alguns meses o setor de hiper e supermercados, que tem um peso grande, puxando o índice para cima. Mas não foi o que aconteceu em outubro, mês em que tivemos um equilíbrio entre os setores”, explica ele.

Por outro lado, os setores de tecidos, vestuário e calçados (+0,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (+1,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+5,6%) apresentaram crescimento no período.

Já na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas do comércio varejista desabaram 7,1%. Trata-se da terceira queda consecutiva do indicador na comparação anual, que contou, em outubro, com perda de todas as oito atividades investigadas.

"Em outubro e novembro do ano passado, tivemos o recorde da série histórica da PMC. Isso significa que a base de comparação estava bastante elevada", justifica Santos ao observar uma queda "bastante equilibrada" entre todas os ramos do setor.

“Houve também uma readequação das empresas em sua estratégia de venda, ao aderir ao e-commerce. Grandes marcas no início do segundo trimestre deste ano também anunciaram outras plataformas e isso impulsionou as vendas em um momento, mas esse movimento foi refreado pelo rendimento das famílias que não tem aumentado”, observa o pesquisador.


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