Alvorada e Caxias do Sul receberão escolas cívico-militares do governo federal
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Alvorada e Caxias do Sul receberão escolas cívico-militares do governo federal

Policiais e militares irão colaborar na formação dos cidadãos

Por
Cláudio Isaías

Secretário estadual de Educação, Faisal Karam, e pelo deputado estadual Tenente Coronel Zucco apresentaram o projeto nesta quinta-feira

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As cidades de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Caxias do Sul, na Serra gaúcha, receberão as escolas cívico-militares. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo secretário estadual de Educação, Faisal Karam, e pelo deputado estadual Tenente Coronel Zucco (PSL) na sede da secretaria de Educação, no Centro Administrativo. Os municípios foram contemplados pelo Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares no Rio Grande do Sul para 2020 desenvolvido pelo governo federal.

Segundo Karam, a convivência de policiais militares com a comunidade escolar é um processo inovador. "Profissionais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul terão uma relação com os nossos alunos de interação da porta da escola para fora. Além disso, eles vão interagir com as famílias e alunos buscando identificar problemas que esses estudantes venham a ter", destacou.

Conforme o secretário de Educação, as duas escolas que serão anunciadas no dia 27 de setembro poderão trazer grandes benefícios para comunidade escolar e o seu entorno. "Tenho certeza de que no próximo ano o projeto será ampliado", ressaltou.

A iniciativa está sendo realizado nos dois municípios que estão entre as 18 cidades gaúchas com maiores índices de violência tendo critério o programa RS seguro do governo estadual e nos baixos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Zucco informou que as duas escolas formadas por cerca de 500 a mil alunos receberão R$ 1 milhão de incentivos do governo federal. "Caxias do Sul e Alvorada terão um grande ganho com a presença dos militares dentro da escola. Iremos dar uma opção para os pais que queiram incluir os filhos nestas escolas, mas já saliento que haverá filas de espera", destacou.

Conforme o deputado estadual, o Rio Grande do Sul é o Estado que está mais avançado no projeto do governo federal. "Este modelo vai trabalhar princípios, valores, disciplina, patriotismo e civismo nas escolas", explicou.

Zuco destacou que os monitores militares em áreas de vulnerabilidade social vão inibir o consumo de drogas, vão atuar para diminuir os índices de violência e vão estimular o respeito ao professor. No edital de chamamento dos monitores, serão priorizados militares inativos, homens e mulheres, que terão um reforço salarial. Um estágio ocorrerá no mês de novembro para que, no começo do ano letivo em 2020, os profissionais possam começam a atuar nas escolas. Haverá monitores nos três turnos, em uma proporção de um para cada 90 alunos.

No dia 18 de outubro, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, deve formalizar o anúncio durante uma solenidade em Porto Alegre.

A Escola Cívico-militar é um modelo de estrutura educacional que trabalha com civis na parte de ensino e pedagógica e com militares que colaboram na formação dos cidadãos. A ideia é incorporar aos alunos atitudes e valores (familiares, sociais e patrióticos), trabalhando para que o cidadão em formação tenha consciência de seus deveres, direitos e responsabilidades, como forma de preparar o estudante para qualquer campo profissional no qual venha a atuar no futuro.

Além disso, tem como meta a resolução de pequenos conflitos que serão prontamente gerenciados, para a garantia da proteção individual e coletiva, entre outras, visando a disciplina geral da escola. Usa a contribuição dos civis com seus conhecimentos pedagógicos, e dos militares com sua visão organizacional e intrínseca disciplina.

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares do governo federal pretende implementar 216 escolas cívico-militares até 2023. Em 2020, serão 54 unidades. O foco do programa é ter uma gestão de excelência com uma equipe composta por civis e militares. Têm preferência as instituições de ensino com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em situação de vulnerabilidade social.

A comparação é feita com outras escolas do mesmo estado. As escolas devem ter de 500 a mil alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio. Antes disso, a comunidade escolar deverá aceitar a mudança. Uma das condições fixadas pelo MEC é que estados e municípios apliquem a consulta pública.