Censo comprova o crescimento de estudos EAD

Censo comprova o crescimento de estudos EAD

Dados da Educação Superior destacam, ainda, aumento de jovens em graduação presencial na rede federal da região Sul

Correio do Povo

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O perfil dos estudantes e de modalidades acadêmicas sofreram grandes mudanças nos últimos anos. Dados do Censo da Educação Superior, que foi divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e Ministério da Educação (MEC), revelam que cresceu 474% em dez anos (2011 a 2021), o número de ingressantes em graduação na modalidade de Ensino a Distância (EAD).

Houve redução de 23,4% na procura por cursos presenciais; e há tendência de aumento ainda maior na predominância de EAD nos próximos anos. Em 2021, as matrículas da rede privada já mostram essa virada, com 51% dos estudantes que iniciaram graduações à distância; e 49%, presenciais. Percebidas como influência da pandemia no Ensino Superior, as matrículas de ingressantes em 2019 tiveram, pela 1ª vez na história, número de ingressantes em EAD que ultrapassaram o presencial.

Sobre a expansão de EAD, o presidente do Inep, Carlos Sampaio, avalia que há aspectos positivos, como aumento de alunos em cursos de graduação; e a possibilidade de a Educação Superior ser cursada em todo o território nacional. Mas salientou que a supervisão, a regulação e a avaliação são essenciais para induzir à melhoria dos cursos.

Sul. Sobre a rede federal de Ensino, a região obteve o maior aumento do país em matrículas de jovens de 18 a 24 anos em graduação presencial (variação de 68,2%, entre 2010 e 2021). No RS, a qualidade das instituições federais destaca o Estado; e a proporção total de estudantes de particulares para alunos de privadas, em 2021, ficou em 1,5, abaixo da média nacional (1,8). Ou seja, para cada aluno em uma federal, haveria 1,5 estudante em instituição particular.

Relativo a programas de financiamento ou bolsa estudantil, como ProUni e Fies, o Censo mostrou queda. Em 2020, 44,7% dos ingressantes nas particulares tinham algum benefício; e em 2021, 38,1%, menor valor desde 2014.

Carlos assinala que, sobre a formação de docentes nas licenciaturas, das 1.648.328 dessas matrículas em 2021, 35,6% foram em instituições públicas; e 64,4%, privadas. Sendo 39% em matrículas presenciais; e 61% do total, a distância. Na avaliação do dirigente, esses dados exigem atenção sobre o modelo desejado de formação dos docentes. 

Levantamento nacional

O Censo analisou 2.574 instituições de Educação Superior, sendo 87,68% (2.261), privadas e 12,2% (313) públicas. Na oferta de vagas, foram 96,4% nas privadas e 3,6% públicas. As vagas acadêmicas no país aumentaram e a procura também.  Entre 2011 e 2021, o percentual de universitários aumentou 32,8% (média de 2,9% ao ano). O ingresso em licenciaturas teve queda de 12,8%, entre 2020 e 2021. Foram, no último ano, 55% em bacharelado, 30% em tecnológico e 15% em licenciatura.




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