Escolas cumprem determinação da Justiça e permanecem fechadas em Porto Alegre

Escolas cumprem determinação da Justiça e permanecem fechadas em Porto Alegre

Secretaria de Educação orientou que instituições ficassem abertas apenas para esclarecimentos aos pais

Cláudio Isaías

Escolas não funcionaram de maneira presencial nesta terça-feira

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As escolas das redes estadual, municipal e privada cumpriram a determinação da Justiça e não funcionaram de maneira presencial nesta terça-feira. Em Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) orientou que as escolas ficassem abertas na terça-feira para esclarecimentos aos pais e familiares, mas sem receber alunos. 

A mesma situação ocorreu nas escolas da rede estadual, como foi o caso das instituições de ensino coronel Afonso Emílio Massot, Inácio Montanha e Júlio de Castilhos, onde os funcionários informaram as pessoas que procuraram as escolas sobre a decisão da Justiça.

Na escola comunitária de Educação Infantil Aldeia da Fraternidade, no bairro Tristeza, uma funcionária da escola informou que os pais dos 404 alunos foram informados nessa segunda-feira sobre a decisão do Poder Judiciário. "Avisamos os pais por telefone de que não haveria aulas presenciais", comentou a funcionária da secretaria da escola.     

Críticas

O prefeito Sebastião Melo lamentou a decisão e criticou a interferência do Poder Judiciário sobre as decisões do Executivo. “A decisão judicial desconsidera a competência daqueles que, emanados pelo povo, devem tomar as decisões administrativas, de forma equilibrada, aliando as questões sanitárias, como o distanciamento, aos aspectos sociais. Este imbróglio jurídico é reflexo da ineficácia do sistema de distanciamento adotado no Rio Grande do Sul. Lugar de criança é na família e na escola”, acrescentou Melo.

O presidente do Sinepe/RS, Bruno Eizerik, disse que acredita que o Poder Judiciário ouviria o pedido de milhares de famílias que voltaram ao trabalho e não têm onde deixar seus filhos. "Assim como tive a sensibilidade de pensar nas crianças que estão tendo inúmeros prejuízos emocionais e cognitivos com a falta da convivência escolar. Mas, infelizmente, isso não foi possível. Nessa confusão jurídica que foi armada os maiores prejudicados são as crianças”, explicou.

O dirigente afirma que, agora, a esperança do setor para reabrir as escolas é a mudança para a bandeira vermelha no Distanciamento Controlado do governo do Estado.

Luta pela vida dos professores

A presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, disse que a categoria está lutando pela vida dos professores, funcionários e de toda a comunidade escolar. Nossa luta é pela vacinação, teste em massa e condições sanitárias mínimas para um retorno seguro”, ressaltou. Os professores estiveram na Assembleia Legislativa em uma reunião com o líder do governo, deputado Frederico Antunes, para exigir urgência na vacinação da categoria, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de maior qualidade e reposição salarial.

O parlamentar afirmou que a vacinação da categoria também é uma preocupação do governo do Estado. Mas há um impasse com o governo federal, que centraliza as normas estabelecidas no Plano Nacional de Imunização, não permitindo a alteração de regras pelos estados. O deputado sugeriu a realização de duas audiências: a primeira, tratando da vacinação da categoria e retorno das atividades presenciais; a segunda pautando reajuste salarial do magistério e o pagamento dos dias parados da greve.

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