Melo vê escolas prontas para aulas presenciais em Porto Alegre, mas teme nova judicialização

Melo vê escolas prontas para aulas presenciais em Porto Alegre, mas teme nova judicialização

Prefeito descartou clima de "libera geral" na Capital e assegurou que vai manter a cidade funcionando

Correio do Povo

Melo vê escolas prontas para aulas presenciais, mas teme nova judicialização do tema

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A partir da publicação do último decreto, o governo do Rio Grande do Sul liberou a realização das aulas presenciais em todos os níveis de educação. Em entrevista à Rádio Guaíba, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, demonstrou satisfação com a a medida e acredita que as escolas da Capital estão prontas para receber os estudantes. 

"Podemos ter um problema aqui ou lá, mas todas as 99 instituições municipais estão em condições de retorno. Passamos a elas os recursos de manutenção e agora compete às direções a organização. Têm umas que contam com melhores gestões do que outras, mas não posso dizer que todas não irão funcionar", disse nesta quarta-feira. "Vamos voltar a partir de amanhã", acrescentou. 

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Apesar da animação com a volta das aulas presenciais, Melo manifestou o seu temor sobre uma nova judicialização do tema. "Eu não tenho dúvida de que outras entidades entrarão com ações para reverter isso. Espero apenas que o Judiciário não aceite, mas aí é outra coisa. Até porque não é possível que pais e mães que estejam levando seus filhos à escola se questionem, mais uma vez, se podem levar ou não", argumentou. 

Mesmo com a liberação do governo do Estado a partir da implementação da bandeira vermelha, embora com a cogestão suspensa ao menos até 10 de maio, Melo alertou que Porto Alegre não está livre do coronavírus. "A pandemia não terminou. Não contem comigo para afrouxar, mas também não conte para interromper o funcionamento da cidade. É preciso entender que 40% dos bares não voltam mais, a maior inadimplência de IPTU está no Centro. Esta é a vida real. A fiscalização é uma arma importante e precisa partir da sociedade. Essa responsabilidade nós precisamos dividir", analisou. 


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