Região do Vale do Rio dos Sinos define pela suspensão das aulas presenciais até o fim do ano

Região do Vale do Rio dos Sinos define pela suspensão das aulas presenciais até o fim do ano

Decisão é aplicada a toda rede pública municipal, com exceção de turmas do 9º ano

Stephany Sander

Decisão é aplicada a toda rede pública municipal, com exceção de turmas do 9º ano

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Os prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio do Sinos (Amvars), região 7 no modelo de Distanciamento Controlado, definiram nesta quarta-feira por suspender até o final do ano a retomada das aulas presenciais na rede pública municipal. A definição tem exceção de turmas do 9º ano, que deverão ser contempladas com calendário específico a ser definido.

O assunto foi uma das principais pautas do encontro que também discutiu flexibilizações relacionadas aos eventos esportivos que devem ter um calendário de retomada gradual envolvendo modalidades e diferentes locais de espaço físico.

Segundo a prefeita Tânia, foi definido também que será encaminhado um pedido de audiência com o governador Eduardo Leite para pedido de revisão do atual modelo vigente e também no período entre as atualizações de bandeiras. “A forma que está é inconcebível. Não podemos mais conviver com essa troca de bandeiras, essa instabilidade. É impossível qualquer tipo de organização pública ou privada se ficarmos reféns da mudança de bandeiras. A Região 7 representa um dos maiores PIBs do Estado e merece maior consideração nesse momento tão difícil que vivemos”, enfatizou a presidente da Amvars, Tânia Terezinha da Silva, prefeita de Dois Irmãos.

Depois de 10 semanas em bandeira vermelha, a R7 migrou para a laranja no dia 31 de agosto, quando iniciou a discussão de novos protocolos. De lá para cá voltou para a vermelha, voltou para a laranja e retornou à vermelha, onde permanece junto com mais três das 21 regiões do Estado. 

A entidade ainda sugere que a Central de Regulação de Leitos do Estado distribua as baixas hospitalares de forma macro para não sobrecarregar uma microrregião. “O Estado como um todo está em bandeira laranja, o que pressupõe uma situação mais tranquila no que diz respeito às internações. Esse gerenciamento da distribuição das vagas poderia ajudar a todos, principalmente regiões como as nossa, de população mais numerosa”, finalizou Tânia.

 



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