Retomada da aulas dos anos iniciais do ensino fundamental tem baixa adesão em Porto Alegre

Retomada da aulas dos anos iniciais do ensino fundamental tem baixa adesão em Porto Alegre

Esta foi a última data prevista para retomada das aulas na rede estadual

Gabriel Guedses

Medida de prevenção estão sendo tomadas nos locais de ensino

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Conforme o cronograma divulgado pelo Governo do Estado para o retorno às aulas na rede estadual, estava previsto para esta quinta o reinicio das atividades presenciais dos anos iniciais do ensino fundamental. Entretanto, apesar da data, não há obrigatoriedade para o retorno, que está sendo facultativo, a depender da decisão dos municípios, das escolas e dos pais. Por isso, algumas escolas de Porto Alegre, não retomaram os trabalhos. Em outras, os estudantes já estavam em sala de aula, seguindo os protocolos de prevenção à Covid-19 já estabelecidos.

Em um grupo de oito colégios de Porto Alegre, consultados pela reportagem, apenas duas, a Escola Estadual de Educação Básica Gomes Carneiro, na Vila Ipiranga, e a Escola Estadual de Ensino Fundamental David Canabarro, no Jardim Leopoldina, tinham recebido estudantes dos anos iniciais na manhã.

Na primeira, segundo a diretora Susana Silva de Souza, foram 22 alunos. Na segunda, eram somente oito. A Secretaria Estadual de Educação não forneceu um levantamento sobre os estabelecimentos de ensino que tinham retomado as atividades presenciais nesta quinta-feira.  

De acordo com Susana, o fato de a escola ter iniciado há uma semana as atividades presenciais para o ensino médio, facilitou as coisas. “Foi muito tranquilo, porque já tinha esta primeira semana de trabalho”, resume.  As aulas iniciaram às 8h30 e vão até às 11h30 no turno da manhã, numa duração máxima de 3 horas por causa da pandemia.

No portão, era realizada a verificação do uso da máscara e a medição de temperatura de todos que entram na escola, e na sequência, a higienização com o álcool gel nas mãos ou lavando-as em uma pia. “Tudo conforme estabelece o protocolo. Também estamos cumprindo com o distanciamento de 2 metros das mesas e cadeiras de cada aluno, que também precisa trazer sua garrafinha de água”, detalha. Na hora do lanche, em embalagens individuais, as crianças recebem um kit com fruta, bolinho ou bolacha, segundo a diretora. 

A Escola Leopoldo Thietbol e Colégio Professor Otávio de Souza estavam fechadas nesta quinta-feira. Já a Escola Estadual Florinda Tubino Sampaio tinha um cartaz alertando para a segunda-feira sem plantão, para sanitização após a eleição, além de uma faixa do CPERS - sindicato que representa os professores -, que está afixada em quase todos os estabelecimentos, ressaltando a importância das escolas fechadas na redução do contágio da Covid-19.

Em outras escolas, como a Imperatriz Leopoldina, há um plantão para passar atividades aos alunos que não conseguem acessar a plataforma digital, além da distribuição de kits com refeição escolar aos alunos que permanecem em casa. Mesma situação observada na Escola Paula Soares.

No Instituto Estadual Rio Branco, a diretora Lurdes Zanon diz que só na próxima semana vai conseguir concretizar uma das exigências do governo do Estado para reabertura da escola, que é a formação do Centros de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COE-Escola), uma comissão composta pela comunidade escolar.

“Nós temos 10 turmas de fundamental 2. Nenhuma volta. Nós continuamos o processo remoto. Mas porque a gente não começou ainda: por que somente na segunda-feira é que apareceu um grupo disposto a formar o COE. Então, quando estiver tudo pronto, poderão voltar. Segundo nossas previsões, nós não vamos conseguir começar mais neste ano. Esta comissão é já pensando no ano que vem”, avalia Lurdes. A instituição vem aproveitando o tempo para fazer mudanças de bebedouros para pias com distanciamento.

Esta foi a última data prevista para retomada das aulas na rede estadual. As turmas de anos finais do ensino fundamento já iniciaram no dia 28 de outubro. A Seduc informa que, desde o dia 1º de junho, iniciou o processo de implantação do modelo híbrido de ensino, com aulas remotas e presenciais. A ação, vai seguir durante 2021, com os alunos tendo aulas presenciais em revezamento com a divisão da turma, tendo presencialmente ao mesmo tempo no máximo 50% dos estudantes. O revezamento poderá ser realizado com os grupos alternando diariamente ou semanalmente.  A oferta do ensino presencial será para todos os alunos. No entanto, a decisão da ida dos estudantes à escola fica a cargo dos pais e responsáveis. 


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