Senado reconhece carência tecnológica em escolas públicas do Brasil

Senado reconhece carência tecnológica em escolas públicas do Brasil

Assunto foi discutido na Subcomissão Temporária para Acompanhamento da Educação na Pandemia

Correio do Povo

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A necessidade de melhorar a conectividade digital das escolas públicas brasileiras foi reconhecida, unanimemente, na Subcomissão Temporária para Acompanhamento da Educação na Pandemia, ligada à Comissão de Educação do Senado. A carência tecnológica da rede pública e as diferenças de inclusão social, “escancaradas” na pandemia, foram expostas na audiência com parlamentares, representantes do governo e especialistas do meio acadêmico e de entidades da sociedade civil.

O secretário substituto de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Pedro Araújo, reconheceu que a conexão gratuita do Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE), por obrigação contratual das operadoras de telefonia, está muito abaixo do ideal. Entre as ações federais para melhorar o acesso à Internet nas escolas, segundo Pedro, estão: programa Wi-Fi Brasil, de banda larga gratuita via satélite; Nordeste Conectado e Norte Conectado, de implantação de redes de fibra óptica no interior e nos municípios dessas duas regiões; e Internet Brasil, de fornecimento de chips e pacotes de dados de banda larga móvel para alunos da Educação Básica pública e provenientes de famílias no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais).

O PBLE, lançado pelo governo federal em 2008 (via Decreto 6.424), tem gestão conjunta, entre Ministério da Educação (MEC) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O projeto envelheceu mal, porém, ainda assim, é de muita abrangência. Tem velocidade defasada, mas continua sendo a única conectividade de algumas escolas”, explicou o secretário. E o senador Flávio Arns complementa que, “quando se fala no acesso dos estudantes à Internet, não é só na escola. É também em casa, para poder ter o complemento das atividades”.

A diretora-presidente do Centro de Inovação para Educação Brasileira (Cieb), Lúcia Dellagnelo, assinalou que existem recursos alocados, prontos para uso e melhoria da infraestrutura em tecnologia nas escolas. Entretanto, alertou, que se o orçamento não for bem gasto, dificilmente a tecnologia terá o necessário impacto na Educação.



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