Ufrgs abre suas portas para estudantes de ensino médio
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Ufrgs abre suas portas para estudantes de ensino médio

Evento realizado sábado atraiu o público para a maior instituição de ensino superior do RS

Por
Franceli Stefani

Pelo menos 12 mil pessoas participaram das atividades do Ufrgs Portas Abertas

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O sábado foi de oportunidade para aqueles que sonham ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) ou conhecer as atividades desenvolvidas pela maior instituição de ensino superior do Estado. A 17ª edição do Ufrgs Portas Abertas reuniu número recorde de atividades, foram 1.271 ações de todas as unidades acadêmicas.

De acordo com o reitor, professor Rui Vicente Oppermann, o público visitante é formado, na maioria, por jovens. “Muitos chegam para conhecer, porque sonham em poder estudar aqui. Outros porque querem examinar as peculiaridades das diferentes profissões. Essa é uma maneira que a instituição tem de se mostrar, suas diferentes atividades e seus cursos, para todas as pessoas interessadas”, expressa.

A programação integra o calendário da universidade desde 2003 e, neste ano, reuniu pelo menos 12 mil pessoas. “Depois do vestibular, o evento é a maior interação com a Ufrgs. Os estudantes do ensino médio que vêm até aqui nesta data buscam, primeiramente, a profissão. Na medida que eles enxergam que aqui é mais do que a sala de aula, como estão acostumados, eles ficam impressionados”, detalha o reitor. Durante o dia o Centro Cultural também esteve aberto para visitação gratuita.

Quem teve uma visão clara do curso a ser escolhido no vestibular foi a estudante Vanessa Pires de Castro, 17 anos. Ela conta que resolveu visitar a instituição para conhecer melhor as áreas. “Eu gosto de Direito, mas hoje tive convicção que quero ser engenheira. A área é imensa, posso trabalhar em muitas coisas”, expressa. Em dúvida também está Larissa Pedra, 17. Hoje no terceiro ano, ainda pensa no que cursará. No momento, o foco é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Acho que é um bom momento para conhecer a Ufrgs e o que é feito aqui”, frisa.

Oppermann explica que nunca foi tão oportuna a abertura das portas da universidade. “Evidentemente estamos sob críticas fortes do governo federal. Achamos elas injustas. Somos uma instituição pública, gratuita e que dá oportunidade para todos os segmentos da formação profissional”, diz. Ele lembra das pesquisas de excelência, da inovação e tecnologia que saem de dentro das salas de aula. “O Portas Abertas mostra isso claramente. Tenho o desejo que o Ministério da Educação tenha a oportunidade de ver o que a iniciativa tem para com a sociedade, assim como compreendam de forma clara e menos acirrada, a importância que a universidade tem para a sociedade, justificando assim o investimento constitucional.”