Ômicron é variante de preocupação, não de desespero, diz Queiroga

Ômicron é variante de preocupação, não de desespero, diz Queiroga

Ministro da Saúde assinou nesta segunda contrato para aquisição de 150 milhões de doses de vacinas da Pfizer para 2022

Correio do Povo e R7

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O Ministério da Saúde assinou na manhã desta segunda-feira o contrato com a Pfizer para aquisição de 150 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 que serão usadas em 2022. A cerimônia, que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ocorreu na cidade de Salvador, no estado da Bahia. Ao falar da nova variante do coronavírus, a ômicron, Queiroga descartou um cenário de pânico no Brasil. 

"Recentemente, foi constatada a existência da mais nova variante do coronavírus, a ômicron. Ela é uma variante de preocupação, não é uma variante de desespero", resumiu. "Digo isso porque nós temos autoridades sanitárias comprometidas com a nossa população. Duplicamos o número de leitos no País, equipamos esses leitos e, se vier uma nova onda, teremos uma condição muito melhor para auxiliar os brasileiros. A palavra que trago é de esperança e de compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde", acrescentou. 

A expectativa da Pasta é de que as vacinas comecem a ser entregues já nos primeiros três meses do próximo ano. Seriam 20 milhões de doses que podem ficar à disposição da população brasileira até março. Os quantitativos subsequentes serão enviados ao País a cada trimestre. Além dessas 20 milhões de doses até março, o contrato prevê mais 25 milhões até junho, outras 35 milhões até setembro e 19,9 milhões no último trimestre de 2022. Se houver necessidade, pelo surgimento de novas variantes, a composição das doses pode mudar.

Segundo Queiroga, o Brasil contará ainda com 134 milhões de vacinas remanescentes de 2021 para 2022. Este lote ainda será reforçado com outras 120 milhões de doses da AstraZeneca. 

A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, afirmou que o acordo "inclui a possibilidade de versões modificadas contra novas variantes, caso necessário". Durante a cerimônia, Marta comentou que o desempenho do Brasil  na vacinação tem sido muito bom. "As taxas de imunização alcançadas no país são motivo de orgulho", acrescentou. Ao todo, 62,2% da população tomou duas doses de alguma das vacinas contra o coronavírus.

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Negociação

A negociação de compra das vacinas da Pfizer/BioNTech foi alvo de investigação na CPI da Pandemia no Senado Federal. Em agosto de 2020, a farmacêutica ofereceu ao governo brasileiro entregar os produtos ainda em dezembro do ano passado, mas não obteve resposta. Após meses de ausência de negociação, dezenas de e-mails ignorados, o primeiro contrato para aquisição de 100 milhões de doses do fármaco foi firmado em março de 2021.

Em maio, foi acertado um segundo acordo para entrega de novo lote de 100 milhões de vacinas, entre setembro e dezembro de 2021. Agora, a demanda por essas doses deve aumentar, tendo em vista a necessidade de se aplicar um reforço.

Há duas semanas, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da aplicação da dose extra de vacinas contra a Covid-19 a toda a população a partir de 18 anos. Até então, a 3ª dose era indicada para idosos acima de 60 anos, imunossuprimidos graves e profissionais da saúde. O intervalo da 2ª para a 3ª aplicação foi reduzido de 6 meses para 5. A preferência do reforço seria com doses da Pfizer.

 


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