Abrasel-RS diz que restaurantes e bares precisam de maior flexibilização de horários

Abrasel-RS diz que restaurantes e bares precisam de maior flexibilização de horários

Setor teria que funcionar de segunda a sábado, das 12h às 22h, para continuar com as portas abertas

Por
Cláudio Isaías

Movimento de clientes no horário do almoço foi intenso nos restaurantes localizados no Centro Histórico e Bom Fim


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Os restaurantes e bares de Porto Alegre, na visão da presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel no RS), Maria Fernanda Tartoni, precisam funcionar imediatamente de segunda-feira a sábado das 12h às 22h. Para ela, é fundamental que haja uma maior flexibilização de horário nas próximas semanas para que continuem com as portas abertas. 

A avaliação foi feita ontem ao explicar que a situação do setor é  extremamente crítica. "A cada dia que conseguimos abrir os estabelecimentos é uma vitória, porque não sabemos se amanhã teremos condições de manter a estrutura operacional trabalhando apenas cinco dias e em horário reduzido", explicou. Pelo decreto, o setor de alimentação pode funcionar de segunda a sexta-feira das 11h às 17h para atendimento ao público. 

Horário de almoço

Segundo Maria Fernanda, neste formato atual de flexibilização, muitos proprietários de bares e restaurantes não conseguiram retomar as atividades, pois são estabelecimentos que não operam no horário de almoço. "Temos a esperança e acreditamos que nas próximas negociações com o Executivo Municipal as nossas necessidades sejam atendidas. Precisamos de uma resposta rápida da prefeitura, caso contrário logo estaremos novamente lutando para não fechar em definitivo”, ressaltou.

Nesta sexta, o movimento de clientes no horário do almoço foi intenso nos restaurantes localizados no Centro Histórico e no bairro Bom Fim. Neste sistema, o buffet livre é servido pelos funcionários. O atendimento ao público é realizado com restrição ao número de clientes simultâneos e observação das regras de higiene. O funcionamento dos sistemas de tele-entrega e pegue e leve é permitido sem restrição de horários, vedado o ingresso de clientes nos estabelecimentos e a formação de filas, mesmo que externas.

Levantamento

Um levantamento realizado na internet pela Abrasel no RS a partir das suas redes sociais, listou o fechamento de mais de 40 restaurantes e operações de alimentação no Estado. Sobre a volta ao trabalho, empresários e consumidores acreditam que será lenta, demorada, gradual e incerta. Entre as pessoas que participaram da pesquisa, 86% delas disseram conhecer algum negócio do setor que tivesse fechado as portas, e quase 70% afirmaram que conhecem três ou mais com as operações encerradas.

A maior parte das respostas veio de quem trabalha na área (74%), e mais de 22% das pessoas que responderam trabalhavam em locais que fecharam as portas definitivamente. Dos que estão ativos, pegue leve (66%) e tele entrega (63%) são as principais opções para tentar manter as contas em dia. 


Quando o questionamento é sobre tempo de recuperação, as expectativas estão divididas entre um ano (41,5%) e mais de um ano (43,9%). Uma pequena parte (12%) acredita em seis meses e poucos otimistas (2%) acham que em 60 dias as coisas começam a melhorar. “Se medidas não forem tomadas imediatamente, isso é o que passaremos a ver cada vez com mais frequência”, lamentou Maria Fernanda.