Alta dos rios obriga mais de 130 famílias a deixar casas no RS

Alta dos rios obriga mais de 130 famílias a deixar casas no RS

Temporal afetou os municípios de São Sebastião do Caí, Montenegro e Novo Hamburgo

Correio do Povo

Muitas casas no bairro Santo Afonso ficaram alagadas em Novo Hamburgo

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A alta dos rios Caí e dos Sinos provocou a retirada de pelo menos 138 famílias de suas casas entre segunda e terça-feira em três cidades afetadas pelo temporal que atingiu o Rio Grande do Sul. De acordo com a Defesa Civil municipal de Novo Hamburgo, 70 famílias estão desalojadas.

A maior parte dos problemas em Novo Hamburgo está nos bairros Santo Afonso, Rondônia, Ideal, Boa Saúde e Liberdade. O nível do rio está em seis metros e o arroio Gauchinho é monitorado porque passa por todas essas localidades e faz divisa com São Leopoldo. 

O rio Caí está 14 metros acima do nível normal e prejudica moradores de São Sebastião do Caí e Montenegro. Na primeira cidade, ao menos 65 famílias estão desalojadas e 60% do município foi atingido pelo temporal. O número de casas que foram danificadas com a chuva ainda será investigado pela Defesa Civil. Em Montenegro, a Defesa Civil local informou que faltam 60 centímetros para a inundação do rio Caí. Ao menos três famílias foram obrigadas a deixar as casas onde residem e a situação pode se agravar ao longo do dia. 

O sub-chefe da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Alexandre Martins Silva, afirmou em entrevista à Rádio Guaiba que o órgão está atento também à situação de Pantano Grande, que tem muitas famílias desalojadas por conta da chuva. "Nós desde a semana passada, quando sabíamos da possibilidade de alagamentos e inundações, alertamos as prefeituras. Comunidades como as de São Sebastião do Caí e Montenegro estão acostumadas com este tipo de situação e até se preparam com antecipação. Algumas casas têm até ganchos que as famílias usam para pendurar camas e suspender eletrodomésticos para evitar prejuízos", explicou. 

Silva comentou que a Defesa Civil ainda tem a preocupação com roubos de pertences das famílias atingidas pelo temporal. "Os saques nos preocupam muito e mesmo fazendo o cercamento dessas comunidades a gente sabe que há roubos na região, às vezes realizados por pessoas do mesmo local e da mesma região. É uma situação absolutamente complexa porque há famílias humildes e mais abastadas que não querem sair, mesmo sabendo que vão conviver com a chance de alagamento", completou.  


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