Anexo do Hospital Independência voltado para Covid-19 começa a funcionar em Porto Alegre

Anexo do Hospital Independência voltado para Covid-19 começa a funcionar em Porto Alegre

Estrutura na zona Leste tem mais de 1,1 mil metros quadrados e conta com 60 leitos de média complexidade

Cláudio Isaías

Construção começou em abril e foi concluída no final do mês de maio

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A nova instituição de saúde voltada para assistência a pacientes da pandemia da Covid-19 construída junto ao Hospital Independência, na zona Leste de Porto Alegre, começou a funcionar nesta segunda-feira. O primeiro paciente com o coronavírus foi recebido à tarde na estrutura de mais de 1,1 mil metros quadrados. Uma solenidade com a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior e dos parceiros do projeto (Grupo Zaffari, Gerdau, Ipiranga e Hospital Moinhos de Vento) marcou a inauguração do complexo hospitalar de 60 leitos de média complexidade.

A construção do hospital começou em abril e foi concluída no final do mês de maio. A unidade contará com 12 quartos, sendo dez coletivos e dois individuais, além de posto de enfermagem, sala de serviços, farmácia, copa e rouparia. No local, o público será atendido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a pandemia, segundo o diretor técnico do Hospital Independência, Ângelo Chaves, a estrutura será incorporada de forma permanente ao sistema de saúde e o hospital terá um total de 160 leitos. Os leitos foram estruturados a partir da técnica de construção modular, criada pela construtech Brasil ao Cubo, que permite entregar obras com velocidade quatro vezes maior que uma construção comum. A técnica consiste no encaixe de módulos individuais, produzidos em fábrica e, então, montados no local da obra.

A instituição de saúde é resultado de uma parceria feita entre a Gerdau, a Ipiranga, o Grupo Zaffari e o Hospital Moinhos de Vento. Depois da pandemia do coronavírus, a estrutura ficará a disposição da prefeitura. O hospital recebeu um investimento total de R$ 10,4 milhões para a construção, sendo que a maior parte realizada pela Gerdau e pela Ipiranga, com R$ 4,2 milhões cada, enquanto o Grupo Zaffari aportou o valor de R$ 2 milhões. O Hospital Moinhos de Vento vai fornecer materiais, equipamentos e medicamentos para a operação da instituição de saúde. A Rede de Saúde Divina Providência será responsável por gerenciar os serviços hospitalares.

A Gerdau forneceu 400 toneladas de aço e o seu conhecimento na montagem das estruturas metálicas. A Ipiranga colocou recursos na gestão e coordenação do projeto. Já o Hospital Moinhos de Vento, por sua vez, compartilha diretrizes, protocolos e práticas assistenciais. Além disso, fornecerá os materiais, medicamentos e utilidades necessários para o custeio da operação da instituição de saúde. A administração do centro de tratamento ficará sob a responsabilidade do Hospital Divina Providência, que hoje administra o Hospital Independência e que faz a regulação dos leitos. Aproximadamente 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros e equipe multidisciplinar, serão deslocados para a nova unidade, que oferecerá atendimento 24 horas. "A parceria possibilita ampliar a estrutura, otimizar os serviços e ficar como um legado para a saúde pública da cidade”, ressaltou o prefeito.

Compromisso e orgulho foram duas expressões usadas pelo superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, para falar do hospital. “Na busca da cura ou para aplacar os efeitos do coronavírus, este é o grande segredo: união. Quando Porto Alegre mais precisa, a iniciativa privada e o poder público entregaram, em 45 dias, um hospital novo e totalmente equipado", ressaltou. Segundo ele, trata-se uma estrutura que ficará como legado para o Estado, ampliando, não só durante a pandemia, mas para o futuro, a capacidade de internação da rede pública de saúde.


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