Anvisa recomenda suspender aplicação de vacina AstraZeneca/Oxford em gestantes

Anvisa recomenda suspender aplicação de vacina AstraZeneca/Oxford em gestantes

A atual bula do imunizante não recomenda a aplicação em grávidas sem orientação médica individual

AE

Ministério da Saúde investiga caso de grávida que desenvolveu trombose dias após vacinação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota no final da noite de segunda-feira recomendando a suspensão imediata do uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford em gestantes com comorbidades. No Brasil, o imunizante é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).  De acordo com o texto, a decisão é fundamentada no "monitoramento constante de eventos adversos possivelmente causados pelas vacinas em uso no País." 

"A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)", diz a nota enviada à imprensa. A atual bula do imunizante não recomenda a aplicação em grávidas sem orientação médica individual. O uso "off label" de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, fica restrito aos casos em que haja recomendação médica, mediante avaliação individual, por um profissional de saúde que pondere os riscos e benefícios para a paciente.

O Ministério da Saúde investiga o caso de uma grávida que desenvolveu trombose dias após ter recebido uma dose da AstraZeneca no Rio de Janeiro. A pasta confirmou a morte da gestante ao jornal “Folha de S. Paulo” na segunda-feira. A nota da Anvisa, no entanto, não cita o ocorrido como justificativa para a suspensão do uso da vacina. 

Cerca de um quarto das doses aplicadas no Brasil até agora são da AstraZeneca. Gestantes e puérperas (aquelas que deram à luz há até 45 dias) foram incluídas em abril no grupo prioritário pelo Ministério da Saúde. Até o meio de abril, o Brasil havia registrado 979 mortes de grávidas ou mulheres que acabaram de dar à luz diagnosticadas com a covid-19.

Naquele mês, o ministério recomendou às brasileiras que adiantassem a gravidez por causa do agravamento da pandemia. Especialistas apontam que grande parte das mortes maternas pelo novo coronavírus é decorrente de falhas na assistência a grávidas e mulheres que acabaram de dar à luz.


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